
(Exame Informática nº 159, pgs. 92-93)
No passado Domingo afirmei que o Mestrado de Type & Media da KABK em Haia era o meu favorito, ou que, pelo menos, seria a minha primeira escolha para um mestrado actualmente. Enquanto essa afirmação era publicada, tive oportunidade de estar a ler descontraidamente a última edição da revista Exame Informática (Setembro 2008, nº 159). O meu espanto foi quando me deparei com uma dupla página dedicada ao Mestrado em Arte e Tecnologia Digital da Universidade do Minho. Uma breve passagem pelo mestrado e as suas exposições e a apresentação de 6 parcerias/projectos muito interessantes (e ainda referem o software Processing em 2 trabalhos).
As pessoas que me conhecem, sabem que concluí o Mestrado em Arte Multimédia pela Universidade do Porto (FBAUP) em 2007 (vejam aqui). Mas a verdade é que se tivesse que escolher hoje, ia ter essa decisão dificultada…
Vamos lá ver se me faço entender… Na altura da escolha de um mestrado, os meus interesses dividiam-se (e ainda se dividem) entre a Tipografia e o Multimédia. Espero um dia conseguir fazer a ponte harmoniosa entre estas duas áreas (logo o meu interesse no Mestardo da KABK). Com estes campos de acção, não me foram facilitadas muitas escolhas. Na falta de um mestrado em Design Tipográfico optei pela pelo Multimédia da Universidade do Porto. Trabalhar a tempo inteiro e fazer o mestrado ao mesmo tempo não é nada fácil, daí a escolha por proximidade geográfica. Não estou nada arrependido, muito pelo contrário. Aprendi imenso!
Hoje as coisas não são tão simples. A Faculdade de Belas Artes do Porto (a minha “segunda casa”) abriu este ano um Mestrado em Design Gráfico e Projectos Editoriais com um plano curricular muito forte, no qual se inserem duas componentes semestrais de de Estudos de Tipografia – inicial e avançada. Por outro lado, a Universidade do Minho apresenta o Mestrado em Arte e Tecnologia Digital com o qual ilustrei este post. Já não é a primeira vez que o menciono neste blog, ou que o recomendo a outras pessoas/alunos. A verdade é que este mestrado tem tido muita visibilidade graças aos projectos dos seus alunos (a mencionar o YMYI, já aqui referido). Pelo que tenho “visto”, fornece uma forte componente tecnológica aos seus alunos, factor que marca a diferença da dimensão e força dos trabalhos que vi até à data. Confesso que perdi a exposição dos alunos do Mestrado de Criação Artística Contemporânea da Universidade de Aveiro (o meu actual paradeiro) e que não posso fazer uma comparação válida entre todas estas opções, mas, mesmo assim, creio que o do Minho será a melhor opção para as pessoas com a minha área de formação – Design de Comunicação – que queiram aprofundar os conhecimentos técnicos e entrar no mundo da Arte Digital.
Enquanto não surge a oportunidade de ir para a Holanda, estas são as opções que temos por cá.
Para complicar tudo a ESAD abre este ano o LAB com vários cursos, incluindo o de desenho tipográfico com o Dino dos Santos. Não é bem um curso que alie a arte e a tecnologia da mesma forma que os que menciono acima o fazem, mas é um dos que são oferecidos no leque que correspondem aos meus interesses.
P.S.: Eu sei que pelo país fora ainda existe uma série de mestrados que fazem esta ponte arte-processo-tecnologia digital. Fiquei-me pela região norte… Se conhecerem algum, enviem-no nos comentários!
Viva,
Não podia deixar de mencionar o (talvez) primeiro curso nesta área no nosso país:
o mestrado em Som e Imagem (especialização em Artes Digitais) da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa – Centro Regional do Porto.