DESIGNLAB

Design, Tipografia e Multimédia.

Type Design + Fontstruct @ DeCA

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Como combinado com a Prof. Olinda M. iremos desafiar os alunos da Licenciatura de Design do DeCA a criar um projecto de criação de tipos de letra usando o Fontstruct. Não é um desafio para os fracos… Mas, para ajudar, levo um conjunto de notas que pode ajudar este grupo de alunos a iniciar-se nesta área. Prometo uma actualização quando houver resultados!

Para já, aqui ficam os Slides da Apresentação (PDF, ~1,8MB): PAmado_Fontinstrucoes_Design_DeCA

[UPDATE]

Fontstruct_DeCA_Alt

A sessão correu muito bem, apesar de terem estado presentes ~50 alunos… ufa! que canseira, eram mesmo muitos. Como já viram pelos comentários os slides têm algumas omissões e correcções, mas que passo a apresentar aqui.

O Fontstruct não é um software Open Source (como dou a entender nos slides) mas que durante a apresentação expliquei que tem como filosofia inerente o espírito de comunidade e partilha que está na génese da própria WWW.

O video mostrado não foi o Tipomania com Erik Spiekermann, mas sim o Little Yellow Riding Hood dos Strage Attractors disponível aqui: http://strangeattractors.com/LYWH.html

A bibliografia que levei para a aula e que mencionei trata-se do indispensável Designing Type de Karen Cheng e do Fontographer: Type by Design de Stephen Moye. Também mencionei mais alguns como o Walter Tracy e o Fonts / Encodings, mas que podem ficar para outra ocasião… não se pode mencionar tudo, certo?

Podem ver mais algumas imagens aqui: http://www.flickr.com/photos/25786276@N05/sets/72157618775742352/

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17 Comments»

  sandro lopes wrote @

Só gostaria que tivesse tido esta oportunidade quando aí estudei.

  diogo wrote @

boa! :)

  pedamado wrote @

Sandro:

Para já, ficam os slides. Quem sabe não aparecerá uma nova oportunidade de o fazer num regime mais direccionado a resultados? A aula pareceu-me ter corrido bem, mas também, com 50 alunos… ufa, que estafa!

  pedamado wrote @

Diogo:

Obrigado. Aliás, ficou por dizer que foste peça fundamental na criação deste desafio. Lembro que foi a conversa que tivemos os 3 no gabinete da Prof. Olinda que deu origem à escolha do Fontstruct como a ferramenta mais adequada à resolução do exercício… mais uma vez, obrigado por tudo! Só espero que eles tenham gostado e que se entusiasmem.

  ricardo lafuente wrote @

Sem querer ser picuinhas, mas o Fontstruct não é — nem está perto de ser — software livre. Pareceu-me que a imagem que ilustra o post sugere essa ligação.

(http://fontstruct.fontshop.com/terms)

Fica só a pequena mas significativa correcção, e força para iniciativas semelhantes :-)

  pedamado wrote @

Ricardo:

Bem observado! Obrigado pela correcção.
Prometo em breve uma actualização aos slides (até porque me esqueci de incluir no registo as referências bibliográficas que mencionei durante a sessão).

Realmente esse slide, visto assim isolado, tem essa leitura. Não foi isso que passei, ou que tentei passar na sessão, mas sim que há um conjunto de criadores/pensadores que se preocupam com a distribuição e acesso livre às ferramentas e à informação, que, de certa forma, o Fontstuct tem o intuito de o promover. Apesar de ser uma ferramenta proprietária, incentiva a que partilhemos as fontstructions criadas com esta através de licenças mais permissivas e adequadas ao espirito colaborativo da Web como a Creative Commons 3.0.

Foi neste termo que propusemos o desafio aos alunos – criar algo que acrescente ao património tipográfico e que seja um resultado colaborativo, passível de ser partilhado, utilizado e apropriado por outros.

Vamos ver no que resulta! ;)

  maricato wrote @

Boas.
Bem, desde já agradeço porque, não sabendo bem como cheguei ao teu blog, encontrei a ferramenta ideal para me distrair e pôr em prática o meu gosto por tipografia (para além dos frequentes rabiscos)… o FontStruct… apesar de rudimentar e bastante redutor às formas das letras (não se esperava outra coisa de uma plataforma free), é o ponto de partida para criar novos conceitos tipográficos e experimentar, e experimentar… =)

  Gustavo Ferreira wrote @

Olá Pedro,
Fiquei feliz ao ler sobre a sua experiência com o FontStruct. Eu compartilho do seu entusiasmo pelo uso do FontStruct no ensino de design de tipos, mas eu sou suspeito. :-)
Um abraço,
Gustavo.

[…] @ DeCAPhoto: Pedro Amado And in March Portuguese designer Pedro Amado used FontStruct in a workshop at the DeCa in Aveiro, Portugal. During the session about 50 students were challenged to create a […]

  Autopromoção de madrugada « Designlab wrote @

[…] Permitam-me só um post muito rápido para partilhar a alegria que tive hoje de madrugada quando me apercebi que, numa entrada sobre o uso do Fontstruct no Brasil, o Yves Peters acaba a entrada com a menção à aula que leccionei na disciplina da Olinda Martins – Tipografia do 1º ano do curso de Design na Universidade de Aveiro – e que bloguei originalmente aqui: http://pedamado.wordpress.com/2009/05/20/type-design-fontstruct-deca/ […]

  senhor doutor marco wrote @

peço desculpa de não partilhar o entusiasmo do uso do fontstruct no ensino da tipografia e/ou da criação tipográfica. se pensarmos no contexto de um curso de design, isto é a mesma coisa que numa escola de condução darem ao aluno um kart, ou um formula 1 ou um wrc para aprender a conduzir com ordem e correcção no tráfego citadino. parece-me uma boa aplicação para um bom “passatempo” para quem não percebe de tipografia e quer continuar a não perceber (o que não há mal nenhum nisso, desde que o objectivo não seja tornarem-se designers de comunicação). de outro modo, em termo pedagógicos, como poderemos incutir em futuros designers de comunicação em que, grande parte deles acabam um curso sem saber distinguir um arial de um times consiga através de uma aplicação meramente intuitiva começar a perceber de tipografia ou dedicarem-se à construção de tipos. em momento algum vi no fontstruct uma coisa tão básica como delinear a altura “X” de um tipo. acho que mesmo na brincadeira podemos incutir alguma pedagogia. o fontstruct tem muito potencial, mas no seu conceito “open mind” muito mais do que “open source” não ensina nada (para já). ni gostava de ter estado nessa aula. parece-me que o mais importante e que deveria ter ficado no pensamentos dos alunos seria exactamente aquela parte que mostras-te na apresentação sobre o esquiçar e desenhar. que saudades.

  pedamado wrote @

Grande Marco! Obrigado pelo comentário. Isto só prova que estas abordagens são difíceis de conciliar… devias ter estado nas reunião de preparação onde estava a Olinda e o Diogo. Estivemos perto de 1 hora a discutir para decidir se íamos usar o Fontforge ou o Fontstruct… a opinião do Digo foi imprescindível e valiosa neste processo. Resumidamente, queríamos transmitir a importância da criação de um sistema durante o desenvolvimento de um tipo. Lembra-te que são alunos do 1º Ano do curso de Design que só têm um semestre dedicado especificamente à tipografia (Macro e Micro). O uso do Fontstruct foi a nossa tentativa de os sensibilizar para a sistematização de parâmetros após os primeiros exercícios de anatomia e reconhecimento das formas, captura, composição e exploração dos limites de legibilidade, bem como tentativa de reconstrução pelo desenho do espécimen identificado. Aqui tens que admitir que o Fontstruct é imbatível no que toca à imposição de regras e limites (porque é extremamente simples e limitado nas opções…) mas altamente sistemático.

Agora tenho que concordar contigo… esta abordagem é [pedagogicamente] curta. Eles não levam uma preparação suficiente [com apenas um semestre de tipografia].

O que não concordo é com o uso da tua metáfora. Pior era, logo a seguir a falar em anatomia, lançar os alunos para um programa como o Fontlab onde têm uma área de trabalho “infinita” para explorar… aqui sim, era dar-lhes um Fórmula 1 “para aprender a conduzir com ordem e correcção no tráfego citadino”. Aproveito para exagerar – era dar-lhes um Hummer e dizer que tem que cumprir o código [mas vale tudo como no GTA!]

O que acho que nós fizemos foi mais do género “tomem lá um Mini 1000 e façam o percurso de Caminha a Faro”. Alguns conseguiram ir pela auto-estrada, outros perderam-se nas nacionais…

Quanto ao contexto do Fontstruct no ensino: vá lá Marco, tu conheces-me e sabes que eu sou um entusiasta das novas modalidades de criação como as ferramentas online que correm directamente no browser. O Fontstruct muito especificamente porque se relaciona directamente com o meu objecto de estudo actual – as comunidades online.

Aliás, não sou só eu que digo. Vê lá o que os New Media Consortium andam a dizer nos últimos anos: http://www.nmc.org/publications

Enfim… temos que discutir melhor isto. Que tal abrir um Wave sobre o assunto?

  senhor doutor marco wrote @

grande ni :) obrigado também pela disponibilidade de discussão deste assunto. sim abrir um wave sobre o assunto não seria má ideia. de qualquer forma fica já aqui uma posta: sim, percebi âmbito em que foi abordado o assunto do fontstruct. não me parece nada mal nesse contexto falar no fontstuct e que os alunos fiquem a conhecer esta ferramenta (geralmente eles aderem rapidamente a estas curiosidades, porque o sentimento lúdico da tarefa sobrepõe-se a necessidade de conhecimentos ápriori o que os faz tornarem-se mais disponíveis a isso) sei bem que não é fácil falar em tudo o que é importante numa disciplina semestral num 1º ano de um curso nem tão pouco numa aula/workshop de duas ou três horas em type design. de facto o objectivo deve ser muito mais estimular e por isso o fontstuct pode ser um bom estímulo. no entanto o meu ponto de vista inicial é que para além desta estimulação, não se deve dar mais importância ao fontstruct pois nesta fase os alunos não perceberão a diferença entre fazer “cenas fixes” e a importância de um “trabalho profissional”. acredito que no contexto desta aula, abordar o fontforge pudesse ser mais deslocado, no intuito da experimentação, no entanto nunca seria deslocado para que quando algum deles se interessasse pelo trabalho tipográfico soubesse que há ferramentas profissionais ao seu dispor. a metáfora do wrc vem no sentido que tu podes fazer as habilidades que quiseres e souberes, mas isso não comprova a ninguém que conheças as regras que te servem para não ter acidentes. o fontlab até que pode ser o formula 1, mas todas as habilidades que ele te permite fazer, incluem igualmente uma grande dose de conhecimentos rigorosos. logo, por este ponto de vista, os alunos vão se reflectir no fontstruct em grandes “malabaristas” mas na realidade ainda não sabem como fazer uma inversão de marcha ou estacionar sem riscar as jantes… aqui podemos colocar uma questão: será que nesta altura do campeonato (curso) terão eles que já saber estacionar sem riscar as jantes??? se calhar não….. mas volto a referir, o fontstruct é um bom passatempo… um bom jogo…um bom estímulo… uma boa experiência… mas não ensina nada :D quanto a ser uma ferramenta colaborativa online não vejo nenhum problema nem tão pouco no teu entusiasmo nesta matéria. seria muito bom haver mais recursos deste género. no entanto podemos estimular um pouco mais o tema e deixo aqui uma questão no ar sem quer levantar qualquer teoria da conspiração: a fontshop vive de quê???? será assim tão inocente uma ferramenta online para que qualquer um possa desenhar um tipo de letra??? afinal as boas ideias dão bom rendimento…. e as boas ideias podem vir de qualquer lugar…. até mesmo de quem não percebe nada sobre o assunto certo???… ;)

  pedamado wrote @

Pois… o problema é que tens toda a razão -“os alunos vão se reflectir no fontstruct em grandes “malabaristas” mas na realidade ainda não sabem como fazer uma inversão de marcha ou estacionar sem riscar as jantes…” – e o Diogo, a Olinda e eu sabemos disso… foi um compromisso…

Só não concordo com o “não ensina nada”… Optaria por ensina menos… ;)

No que diz respeito ao modelo de negócios da Fontshop, acho que o Gustavo Ferreira pode dar uma ajuda a tentar explicar essa questão, uma vez que está a trabalhar na equipa de desenvolvimento do Fontstruct.

Não acredito que exista alguém que ache que eles estão a “dar altruísticamente” uma ferramenta tão fixe como o fontstruct. Até porque isto tem muitos custos (desenvolvimento, manutenção…). É óbvio que isto faz parte de uma estratégia comercial ou de marketing (veja-se o Plaxo).

A verdade é que eles continuam a escrever para o site e para o blog, a libertar cada vez mais fontes, a dar cada vez mais (publicações e fontes para além do fontstruct) e já disponibilizaram parte do seu catálogo no TypeKit – um modelo de negócios que há um ano atrás ninguém diria ser possível: http://www.fontshop.com/blog/?p=1317

Por isso, pelo sim pelo não mais vale estar atento! Sabe-se lá se o próximo negócio ou o próximo Mathew Carter não surgem neste contexto? ;)

[…] for an introductory type design workshop, and Portuguese designer Pedro Amado used FontStruct in a workshop at the DeCa in Aveiro, Portugal. Closer to (my) home Peter De Roy a.k.a. Typerider – who […]

  Typografia Modular @ UA « Designlab wrote @

[…] e sugestões são bem-vindos! Uma vez que no ano passado se iniciou uma discussão interessante nos comentários do post, introduzi a opinião do Prof. Marco C. durante a exposição (slide 14). A Prof. Olinda ainda […]

[…] este exercício dos workshops que fiz com eles nas aulas da Prof. Olinda e do Prof. Álvaro (em 2009, em 2010, e em 2011). Crossland estava lentamente a preparar os participantes para as duas últimas […]


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