DESIGNLAB

Design, Tipografia e Multimédia.

Archive for March, 2010

Mais Blender 3D

Cartaz de divulgação da formação de Blender na AZ

Um post muito rápido para divulgar a formação introdutória ao Blender 3D na Audiência Zero. Vão ser duas sessões:

  • A primeira dedicada à modelação no fim-de-semana de 17 e 18 de Abril;
  • A segunda dedicada aos materiais e iluminação no fim-de-semana de 24 e 25 de Abril;

Vai ser usada a versão 2.49b, apesar do Alpha 2 já estar cá fora. Ainda não tive tempo para brincar com a nova versão, por isso…

Esta formação vem no seguimento das formações dadas pelo Luís Belerique (às quais também tive oportunidade de assistir) e resulta também de uma outra que já fiz em Coimbra. Como não sou tão cromo do 3D como o Luís, vamos ficar pelos básicos e espero cobrir os todos os tópicos propostos. Quem se inscrever também vai ter acesso a documentação “beta” que tenho preparada e conto actualizar especificamente para esta ocasião. Ainda não está pública e conto com a opinião e participação de todos para afinar os documentos.

Fica aqui então a proposta de conteúdos das duas sessões. Vemo-nos por lá?

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Workshop de Introdução à Modelação em Blender (3d)

Neste workshop os alunos tomarão contacto com os conceitos básicos de modelação 3D utilizando a ferramenta de software livre Blender e aprenderão os métodos básicos e essenciais de modelação poligonal, recorrendo à edição simples e operações de transformação de  objectos como um todo ou da sua geometria.  De forma a poder criar imagens mais interessantes irão aprender a utilizar renders simples dos modelos de forma a partilha-los da forma mais eficaz. No final, os alunos devem ser capazes de poder iniciar ou aperfeiçoar de forma independente a criação de objectos para imagens e animações 3D.

Conteúdos Programáticos

- Introdução ao Blender e aos conceitos de Modelação 3D
Obter e instalar o Blender;
Principais recursos (online e offline);
Conceitos básicos de modelação 3D;
Exemplos de autores;

- A Interface do Blender
Manipulação;
Personalização;
Teclas de atalho e rato;
Viewports, botões e contextos;

- Criação de objectos
Introdução à modelação e aos objectos;
Criar, seleccionar e editar objectos;
Meshes – Estruturas, primitivas e Smoothing;
Edges, Faces e Vertex;
Curves, Surfaces e Texto;
Extrusão e Bevelling;
Layers;

- Manipulação de objectos
Modificadores e deformações simples;
Combinar objectos;
Transformações Simples;
Utilização de funções especiais de modelação;

- Iluminação, materiais e câmaras básicos

- Introdução ao render
Painel de Output e opções;
Formatos de Imagem estática;
Render Layers;
Outros motores de render;

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Workshop de Materiais e Texturas em Blender (3d)

Neste workshop de Blender os alunos aprenderão a aplicar e modificar materiais e texturas em modelos 3D, um passo essencial na síntese de imagens resultantes da modelação 3D gerada por computador. Como ajustar os seus parâmetros mais importantes e activar opções como reflexão, refracção, mapas e procedural textures. De forma a poder criar imagens mais interessantes irão aprender a fazer iluminação de cena e a configurar câmaras de uma forma simples.

Conteúdos Programáticos

- Introdução ao Blender e aos conceitos de Iluminação

- A Interface do Blender
Manipulação;
Personalização;
Teclas de atalho e rato;
Viewports, botões e contextos;
Criação e manipulação de objectos;

- Iluminação
Introdução;
Lâmpadas – Tipologias;
Lamp/Lightning Rigs (Iluminação simples e de 3 pontos)
Parametrização

- Aplicação e configuração de materiais
Preview e opções de materiais
Shaders – Diffuse e Specular;
Reflexões e transparências

- Aplicação de texturas a materiais
Tipologias e parametrização das texturas
Canais e mapas – Bump, Normal e Displacement Maps
Procedural textures
Texturas geradas e imagens bitmap
Texturas animadas
Environment Maps
Mapeamento de texturas

- Câmaras e render básicos

Bicker on Book Design

João Bicker @ UA

Conforme anunciado no post anterior, na passada sexta-feira, João Bicker, Designer da FBA e Professor do DEI.UC foi leccionar uma aula aberta na Universidade de Aveiro (no âmbito do Mestrado de Estudos Editoriais).

Não o conhecia pessoalmente, mas graças à Prof. Teresa e ao Prof. Carlos, docentes das unidades curriculares do Mestrado, eu e a Catarina tivemos uma breve oportunidade de nos apresentarmos e trocar algumas ideias com João Bicker antes do início da conferência. Estava particularmente interessado na opinião sobre o “novo” modelo de curso de design, no qual lecciona — Design e Multimédia. Como já o afirmei antes, acho que este curso, tal como o curso onde estou inserido — NTC — é o futuro de uma formação mais completa dos nosso alunos. Pelo que percebi, apesar de recente, a licenciatura em Coimbra também está a correr bem.

Em relação à conferência, valeu a pena ter “desperdiçado” a tarde para ficar em Aveiro. Com grande pena nossa, não pudemos ficar até ao fim, ficando por assistir à troca de ideias que se seguiu à exposição de Bicker. No entanto, relembrando apenas a exposição de ideias que trouxe aos nossos alunos, só posso dizer que fiquei com pena de nunca ter sido aluno dele…

Resumindo, acho que a ideia central de Bicker foi a de rejeitar o culto de um estilo pessoal (quase as modinhas que o Mário aborda num dos últimos posts) para aceitar a ideia que o conteúdo deve ditar a forma como se desenha o projecto (não é citação directa porque não consegui registar a frase exacta, mas…).

Acima de tudo, creio que esta é uma ideia muito contemporânea, fruto de um retorno aos ideais modernistas e funcionais de designers como Dieter Rams ou Paul Rand em detrimento do Design de Autor, tal como tive oportunidade de escrever numa opinião recente a pedido de uma aluna das Belas Artes (a publicar oportunamente). Estas questões de identidade e autoria são delicadas, mas devem ser abordadas especialmente nas licenciaturas.

Classificação Tipográfica de Bicker (adaptada da original de Vox)

De resto, na conferência que tinha por título “A forma dos livros” foi muito bem estruturada, Bicker fez a exposição de vários temas de forma encadeada e clara, com bastante profundidade. Para ficarem com uma ideia (do que perderam?) alguns dos tópicos e autores abordados foram:

  • Jan Tschichold e a origem dos movimentos do século XX;
  • The Penguim Composition Rules — Na Penguim é que as duas correntes da vida de Tschishold se conjugaram;
  • Grelhas editoriais — Construção, colunas e formatos de página e da mancha útil;
  • Peter Gill — Grelhas complexas;
  • Tipografia — Taxonomia, Legibilidade e Inteligibilidade (este último termo é da Catarina, até porque, como mencionado por Bicker, em Português não temos uma clara distinção entre Legibility e Readability);
  • Livros: Capas e Álbuns — Capas da Fenda.

Classificação de Tipos de Maximilien Vox, 1963 (Retirado do Fonts & Encodings, p. 409)

Em relação ao item da taxonomia tipográfica, fiquei um pouco surpreso. Bicker trouxe uma adaptação em 5 classes da taxonomia original de Vox/ATypI (onde a classe “mechanic” foi substituída por “computer”), que não encaixa exactamente nas que tenho como referência. De qualquer forma, não creio que este sistema seja o melhor para leccionar. Acaba por criar entropia com as datas e com o aparecimento de diferentes modelos. Ainda por cima é uma confusão quando o tentamos aplicar nas fontes criadas na última década… No entanto, tendo em conta o público e a discussão foi mais do que eficiente.

Classificação Tipográfica de Ellen Lupton, 2004

Para mim, todos os sistemas de classificação têm falhas graves e talvez o PANOSE 2 seja o melhor esforço para sistematizar à luz da realizada digital, embora completamente inútil para “humanos”. Pessoalmente, prefiro o esquema da Lupton pela simplicidade. Ao trabalhar com alunos do Mestrado de Design e Projectos Editoriais da FBAUP, tenho passado por estas questões e ainda está para vir o dia em que alguém vai desenvolver um sistema que aborde desde a proto-tipografia (sec. XIV) à tipografia digital (sec. XXI) passando pelas expressões manuais como a tipografia vernacular, ou as diferentes letras góticas. No meio desta confusão toda, acho que o melhor é dar um pulo à página do Luc Devroye, ao Typophile e passar os olhos por este artigo de Silva e Farias.

No meio da conversa a Catarina lembrou-se de um projecto que também propunha uma classificação: Type Navigator — http://typenav.fontshop.com (desde Set. 2004). Enfim, é mais um exercício de fragmentação do que de síntese…

Em relação à legibilidade, gostei muito da definição de “reduzir o esforço requerido pela leitura — esforço este requerido e (re) direccionado para a leitura”. Nesta expressão tão simples de Bicker fiz o paralelo com uma ideia de Chris Andersoncognitive surplus — onde se aproveita este potencial para investir na produção de conteúdos por exemplo. Mais uma vez, o crystal goblet, assume-se num racionalismo e funcionalismo muito sóbrio que marcou o passo da aula.

Os breves momentos que passamos na aula de Bicker revelaram ser muito completos e tocou-se em assuntos que já tinham sido abordados nas aulas com aquela turma em particular. Especialmente na abordagem racional que assume na construção da grelha de paginação. Espero que desta os alunos do DLC assimilem este conceitos.

Por fim, e para acabar, espero poder vir a ter mais oportunidades de interagir com o Prof. João Bicker no futuro. Um obrigado aos poucos alunos (fora da unidade curricular) que apareceram, e um recado para todos os outros — para a próxima não percam uma oportunidade destas. Valeu a pena!

Aula aberta com João Bicker @ UA

Powerpoint slide de divulgação (ligeiramente modificado por mim...)

Amanhã, pelas 14:15, no DeGEI irá decorrer uma aula aberta com o Prof. João Bicker. Recomendo vivamente vir assistir à conferência amanhã. Vai ser uma oportunidade de conhecer um pouco mais dos segredos deste universo profissional.

João Bicker
A forma dos livros

Aula Aberta
Mestrado em Estudos Editoriais

19 de Março de 2010 – 14.15 h
Sala 10.2.1
Departamento de Gestão e Engenharia Industrial

Inauguração na Dama Aflita

Cartaz da exposição

Só um post muito rápido para divulgar a inauguração da próxima exposição na Galeria de Ilustração Dama Aflita…

Sobre a exposição:

Já não se fala muito do Dandy: a palavra sugere outros tempos, implicando que passou de moda – um paradoxo, sem dúvida (como pode um Dandy passar de moda?) –, mas talvez se possa concluir o oposto: que o Dandy venceu e que, na nossa sociedade, toda a gente é, ou aspira a ser, um.  No entanto, isso também não é bem verdade: para se ser um Dandy, não basta uma preocupação por roupas, pelo corpo ou por cremes para a cara; um Dandy não é um metrossexual. Aquilo que distingue um do outro é o que separa um vulgar arruaceiro de um artista marcial: uma certa elegância espiritual, uma certa postura intelectual. O Dandy tem uma filosofia, uma política, embora raramente o reconheça e muitas vezes o negue.

É costume ouvir-se nas notícias que fulano de tal – apesar de ter roubado a empresa, enganado os clientes, acumulado conflitos de interesse, traído a mulher, fugido para o estrangeiro – lá bem no fundo até é boa pessoa. É a mesma coisa que dizer que não se deve julgar as pessoas pelas aparências. Mas quando é que uma coisa deixa de ser uma aparência e passa a ser verdade – e não serão as aparências, na sua variedade, outras tantas verdades? Oscar Wilde dizia que só as pessoas superficiais não julgavam pelas aparências, acrescentando que o mistério do mundo reside nas no que é aparente e não no que é essencial. O Dandy é alguém que julga o mundo pelas aparências. O aspecto do Dandy é o símbolo da sua mobilidade social; não interessa onde nasceu, não interessa quanto dinheiro tem; apenas aquilo que parece. É esta a politica transgressora do Dandy.

Espiritualmente, o Dandy usa o discurso da mesma maneira que se veste: não conta anedotas – que no fundo são apenas fórmulas genéricas, historietas pronto-a-vestir – mas reage em segundos a qualquer situação, resumindo-a num aforismo, desmontando-a num aparte. Socialmente, aterra sempre de pé, e tal como um gato, antes mesmo de chegar ao chão já recompôs a sua postura entediada. Adapta-se a qualquer ocasião, superando-a, tornando-a enfadonha por comparação a si mesmo. O objectivo do Dandy é, de certo modo, o seu próprio tédio. Surpreende, nunca se surpreendendo.

MÁRIO MOURA (texto da exposição)

Autores participantes

Afonso Cruz (pt), Ana Torrie (pt), André Alves (pt), André Lemos (pt), Andrea Gomez (col), Bruno Pereira (pt), Carlos Pinheiro (pt), Craig Atkinson (uk), El-Ed (arg), Esgar Acelerado (pt), Filipe Abranches (pt), Francisco Eduardo (pt), Gémeo Luís (pt), Isabel Carvalho (por Cristiana Pinto e Patrícia Guerra) (pt), João Fazenda (pt), João Maio Pinto (pt), Jordi Ferreiro (es), José Feitor (pt), Júlio Dolbeth (pt), Leonor Zamith (pt), Luis Dourado (pt), Luis Urculo (es), Mafalda Santos (pt), Marco Mendes (pt), Mário Vitória (pt), Marta Madureira (pt), Marta Monteiro (pt), Maxi Luchini (arg), Miguel Arias (usa), Miguel Carneiro (pt), Nuno Sousa (pt), Paulo Patrício (pt), Pedro Lino (pt), Pedro Lourenço (pt), Pedro Zamith (pt), Ricardo Abreu (pt), Rita Carvalho (pt), Rômolo (br), Rui Vitorino Santos (pt), Salão Coboi (pt), Sam Baron (fr), Serge Against Bourg (pt), Teresa Camara Pestana (pt), Tiago Albuquerque (pt).

Dama Aflita
Rua da Picaria, 84
4050-477, Porto

Horários
Segunda a sábado,  15h às 19h
Fora do horário, por marcação.

Contactos
T: +351 927 203 858
damaaflita@gmail.com
http://www.damaaflita.com
http://www.galeriadamaaflita.blogspot.com
http://www.myspace.com/galeriadamaaflita

Toca a votar!

Designlab @ Super Blog Awards

Já só faltam 15 dias para o final da votação. Por isso, toca a votar neste blog, ok? Basta clicarem na imagem em cima e à direita. Depois é só efectuar o registo no site da Super Bock (já não há nada gratuito neste mundo…) e por fim carregar em votar neste blog…

Cá fico à espera!

Parabéns GSA!

Isabel, Lígia e João (GSA) na entrega de prémios Booktaylors / Ler

Só para dar os parabéns muito rapidamente aos GSA Design por terem ganho o prémio de Design de Arte e Fotografia dos prémios de Edição LER / Booktailors.

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