DESIGNLAB
Design, Tipografia e Multimédia.Archive for Design
Plug&Play 2013
::: PLUG&PLAY ::: 2013 ::: Teaser from PLUG&PLAY on Vimeo.
Só um entrada muito rápida para lembrar que o Plu&Play 2013 já está aí à porta. Começa já amanhã, quarta-feira dia 10 e tem um programa de dois dias que faz inveja a muitas conferências ;)
PLUG&PLAY . Conferência de Design
10 e 11 Abril . Hard Club, PortoNuma altura em que o termo “crise” domina a actualidade, nada faz mais sentido do que eventos anti-crise. É isso que propõe o Plug&Play, ciclo de conferências de Design de entrada gratuita que promove a livre circulação de conhecimento artístico.
A acontecer a 10 e 11 de Abril, a 4ª edição do Plug&Play regressa a um espaço icónico da cidade do Porto: Hard Club.
A natureza do evento continua fiel à das últimas edições, já que se pretende criar uma conexão entre o meio académico e profissional, onde estudantes da área têm o privilégio de contactar com alguns dos melhores designers nacionais e internacionais. Outro dos objectivos que mobiliza a realização deste projecto é a vontade de impulsionar a área do design,nas suas mais variadas disciplinas, no contexto da cidade do Porto.
Mais informações
http://plugandplay.pt/
Este ano só devo conseguir assistir a um pouco na manhã do segundo dia,… mas vou definitivamente fazer questão de marcar presença! A entrada é gratuita, por isso não há mesmo desculpa para não assistir.
O programa deste ano conta com, no dia 10:
- Joana Correia (Typeface Design);
- Vera Tavares (Editorial, Tinta da China);
- Andrew Howard (Design Gráfico e Editorial);
- Sawdust (Design Gráfico);
- This is Pacifica (Design & Media);
- Device (Audiovisual e Interação);
E no dia 11:
- Change is Good (Design Gráfico);
- Vivóeusébio (Design Gráfico e Comunicação);
- Seb Lester (Type & Lettering);
- Martino e Jaña (Design Gráfico e Editorial);
- Home de Caramel (Animação);
- N9ve (Motion, Ilustração e Design);
Vai valer a pena!
Personal Views 6
Só uma entrada muito rápida para ajudar a divulgar a nova edição da série de conferências Personal Views na ESAD. Tenho sido um cliente fiel destas conferências sem rival, comissariadas por Andrew Howard. Fico um pouco louco só de pensar que, este ano, infelizmente, não vou poder assistir às primeiras duas conferências por motivos profissionais…
- Rick Poynor, 9 de Novembro;
- Tony Brook, 14 de Dezembro;
Enfim… dois convidados de peso, absolutamente imperdíveis. Mas não se pode ir a todas. espero que alguém assista e resuma online. ou que os registos de vídeo fiquem disponíveis rapidamente.
Depois seguem-se uma série de conferências que espero poder assistir:
- Heitor Alvelos, 18 de Janeiro;
- Why Not Associates, 22 Fevereiro;
- R2, 15 de Março;
- Michel Bouvet, 19 de Abril;
- Cyan, 17 de Maio;
- Ellen Lupton, 7 de Junho;
Marquem já no calendário, porque conferências como estas há poucas! Recomendo vivamente. Mais informações:
Foi muito bom!…
Porque ainda encontro muita gente que me pergunta como correu o III Encontro de Tipografia, acho justo dar uma resposta curta e definitiva – foi bom… foi muito bom! Atrevo-me mesmo a dizer sem qualquer pudor, que, apesar de bastante diferente, foi muito melhor que a conferência que organizámos no ano passado em Aveiro.
A organização está definitivamente de parabéns. Foi incansável em garantir a qualidade de todos os pormenores do evento. Mas, porque apenas uma mensagem curta de apreço não chega, fica aqui a promessa de um artigo mais completo, para breve, com um resumo do que se passou e com algumas imagens.
E não se esqueçam. Para o ano há mais, em Castelo Branco. E já me chegou aos ouvidos que também já há uma organização em curso para 2014!… mas uma coisa de cada vez. Mantenham-se sintonizados! ;)
Workshops de Tipografia
Ainda a propósito do III Encontro de Tipografia, aproveito para divulgar os workshops que se vão realizar como pré-programa da conferência. São gratuitos para estudantes (que é uma coisa rara nos dias que correm – a organização está de parabéns!) e para o público em geral fica bastante acessível.
Vai ser abordado o Type Design, o resgate tipográfico urbano e a composição em chumbo. Esta é daquelas oportunidades a não perder. Aqui fica a divulgação enviada pela organização da conferência:
Realização de 3 workshops em antecedência ao Encontro versando sobre as seguintes temáticas:
Workshop 1: Creating type: an introduction to type design
Workshop 2: Photo found typo
Workshop 3: LetterpressA participação nos workshops é gratuita para alunos das escolas artísticas/design por ordem de inscrição até ao limite máximo de vagas disponíveis.
Público geral: 20€ por inscrição até ao limite máximo de vagas disponíveis.
Para mais informações e inscrições, por favor consultem o nosso website: http://www.esmae-ipp.pt/3et
3º Encontro de Tipografia: Call for Papers
Este ano, o 3º Encontro de Tipografia vai ter lugar no Porto, na Biblioteca Almeida Garrett, nos dias 5 e 6 de Outubro. Surgiu na sequência das conferências anteriores (CESAD.CR das Caldas e Universidade de Aveiro), e vai reunir os principais interessados pelo estudo e desenvolvimento tipográfico em Portugal.
No entanto, há muitas atualizações ao formato. Este ano, “perdeu” a designação nacional para passar a posicionar-se no panorama internacional. Irá contar com oradores nacionais e internacionais, e a duração também foi aumentada para dois dias inteiros.
Mas o grande destaque tem que ser dado para a chamada de trabalhos internacional – também foi ampliada, passando a contar com artigos e posters científicos, e também com uma chamada para trabalhos de âmbito profissional. Já está aberta e decorre apenas até ao final de Junho.
Espero que haja muitas participações até porque conto participar também. Cabe-nos a todos nós – investigadores, profissionais, tipófilos – participar e fazer desta conferência um evento sem igual. Vamos lá?
Mais informações sobre a conferência e sobre a chamada de trabalhos no site: http://www.esmae-ipp.pt/3et/index_pt.php. Deixo aqui o texto original da divulgação enviada por e-mail pelo Vítor Quelhas e pelo Horácio Marques:
- Cartaz da chamada de trabalhos
III Encontro de Tipografia
Biblioteca Municipal Almeida Garrett, Porto
5–6 outubro 2012Data limite para envio de comunicações e posters:
30 de JunhoO III Encontro de Tipografia é um evento organizado pelo Departamento de Artes da Imagem (DAI) da Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo (ESMAE) do Instituto Politécnico do Porto (IPP), através do Instituto de Investigação em Design, Media e Cultura (ID+) e da Escola Superior de Arte e Design, Matosinhos (ESAD).
Com o tema geral Convergências, esta edição do encontro tem como principal objetivo constituir-se como o centro de divulgação, reflexão e discussão sobre a investigação e o desenvolvimento tipográfico a nível nacional e internacional.
Conta com a participação de alunos e profissionais das indústrias gráficas e de media digitais e irá ter a participação especial de oradores convidados internacionais a anunciar brevemente.
Chamada de trabalhos
A organização do III Encontro de Tipografia, subordinada ao tema Convergências, apela à apresentação de comunicações ou posters, contribuições académicas e/ou profissionais originais, nos diferentes contextos de aplicação tipográfica.
.Tipografia e identidade;.Desenho de tipos de letra;
.Tipografia e tecnologias;
.Ensino, história e crítica de tipografia;
.Tipografia e projeto.
As áreas pretendidas atravessam a teoria e prática, a tradição do impresso e os novos contextos dinâmicos e interativos, onde a tradição tipográfica se cruza com outras áreas como a multimédia, o audiovisual ou o cinema.
A submissão de comunicações e posters de projetos (académicos ou profissionais) deve ser feita através do sistema de submissão online. Consultem as instruções e procedimentos em: http://www.esmae-ipp.pt/3et
Os trabalhos aceites pela comissão técnica e científica serão publicados num livro de atas em formato eletrónico online, com ISBN.Datas Importantes
Até 30 de junho de 2012:
Comunicações no formato Short Paper;
Projectos em formato Poster;Até 15 de julho de 2012:
Notificações de aceitação;Até 15 de agosto de 2012:
Inscrição early bird;Até 15 de setembro de 2012:
Entrega da versão final das Comunicações e Posters;
Data limite para as inscrições na conferência;05-06 de outubro de 2012:
III Encontro de Tipografia, Biblioteca Municipal Almeida Garrett, PortoPara esclarecimento de dúvidas, ou para obter mais informações, por favor contactem a organização: 3et.info@gmail.com
World Graphics Day recheado!
Na próxima sexta-feira 27 de Abril vai ser celebrado o World Graphics Day. Pessoalmente não estou a seguir todas as organizações em curso, mas quero aqui destacar três eventos que a ESAD está a preparar que me foram divulgados pessoalmente pelo João Tiago Santos (e mais tarde, via email do José Bártolo) e pela Prof. Teresa Cortez. Uma exposição, uma conferência e um lançamento de uma revista!
1. Lançamento do segundo número da Revista PLI (ESAD, 12:00): http://www.esad.pt/pt/eventos/pli-arte-design-novo-numero:
O mais recente número da revista PLI arte & design, uma publicação da ESAD, é apresentado no dia 27. Dedicada ao tema do Entusiasmo, nesta PLI pode reconhecer-se uma vontade de afirmar a força das artes e do design em tempos de crise.
Comprei e devorei o primeiro número. Acho que não há desculpas para não a ler… É a (única?) revista de Design de Comunicação portuguesa a ser editada atualmente. Pelo menos é a única do género. Tem conteúdos muito interessantes (retirei e já citei uma entrevista com o Andrew Blauvelt do primeiro número), assuntos variados (tem arte a mais para o meu gosto, mas tenho que reconhecer o mérito e a abrangência!) e, como objeto de Design Editorial, é muito apetecível. Desta feita, prometem uma revista ainda maior (vão editar o número 2 e 3 ao mesmo tempo) e com um Design do Martino. Se não para ler, este número é definitivamente para colecionar!… Via João Tiago Santos e José Bártolo.
2. ESAD World Graphics Day (ESAD, 15:00):
http://www.esad.pt/pt/eventos/esad-world-graphics-day-2012
20 imagens x 20 segundos x 30 designers na ESAD a assinalar o Dia Mundial do Design Gráfico.
Sexta-feira, 27 de Abril, vai ser um dia em cheio para os designers e para a ESAD: a escola promove a terceira edição do World Graphics Day/Dia Mundial do Design Gráfico, reunindo alguns dos mais destacados designers portugueses, numa grande celebração do design gráfico.
Já assisti a um. Não sei se era exatamente este formato… fiquei com a ideia que era mais rápido? No entanto, 20 imagens, cada uma com 20 segundos dá 400”, ou ~6′ por orador. No final vão ter apresentado 30 oradores, num total de 1200”, ou 200′, ou ~3:20′ dos melhores trabalhos que se fazem atualmente. Perfeito para derreter o cérebro, ou sair absolutamente inspirado! No que assisti no passado, gostei do formato, gostei das apresentações, gostei dos oradores… Mais palavras para quê? Esta nova edição é imperdível! Via João Tiago Santos.
3. Exposição Ulm: Método e Design 1953/68 (Galeria Quadra, 19:00):
http://www.esad.pt/pt/eventos/ulm-metodo-e-design-195368
O legado do projecto associado à paradigmática escola alemã de design Ulm está em exposição no QUADRA, no Mercado Municipal de Matosinhos.
Escusado será dizer que muitos dos nomes associados a esta escola são os meus ídolos e referências a nível de metodologia e Design… e acho que toda a gente devia conhecer estes autores e criações detalhadamente. Pessoalmente, sei que ainda tenho muito que conhecer e que estudar… Por isso aqui fica uma oportunidade de conhecer melhor estes criadores e criações. Via Teresa Cortez.
Com um programa tão intenso, esta sexta-feira vou vestir a camisola da Icograda e vou rumar a Matosinhos! Aconselho toda a gente a fazer o mesmo!
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Colóquio dos Pequenos Editores
Daqui a uma semana, na próxima quinta-feira dia 29 de Março, vai realizar-se um colóquio muito interessante na Universidade de Aveiro. Trata-se de um dia de conferências e mesas redondas em torno das questões editoriais – o Colóquio Pequenos Editores têm a Palavra.
No ano passado, graças à cortesia das Profs. Cristina Carrington e Teresa Cortez, tive a oportunidade de assistir a um pequeno segmento das conferências e fiquei com pena de não poder assistir a mais. Este ano, vou tentar estar presente na parte da tarde e recomendo a presença de todos aqueles que se encontram envolvidos com o mundo editorial, ou que apenas gostam de refletir sobre estas questões.
Passo aqui a divulgação:
Esta iniciativa, promovida no âmbito do Mestrado em Estudos Editoriais, é organizada pelo Departamento de Línguas e Culturas e pelo Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial da Universidade de Aveiro.
Muito gostaríamos de poder contar com a sua presença e a sua participação, que enriqueceria o debate e a discussão sobre as novas questões que se colocam ao mercado editorial português.
Na expectativa do seu interesse, enviamos o programa em anexo e o link para inscrição on-line
Apareçam, nem que seja só para conversarmos um pouco. Espero poder encontrar algumas caras conhecidas!
Boas práticas para a edição de Blogs
Este texto resume um conjunto de boas práticas para a redação de Blogs. Surge em resposta ao desafio do Prof. Hélder Caixinha, no âmbito das aulas de Projeto, e em resposta às necessidades de outras disciplinas como Multimédia Editorial, onde parte do trabalho dos alunos passa por criar um blog de documentação de desenvolvimento e de acompanhamento dos projetos.
Por uma questão de conveniência, este resumo está organizado nos seguintes temas:
- Conteúdo;
- Estrutura;
- Ritmo e Edição;
- Design e ilustração;
- Créditos e hiperligações;
- Feedback e estatísticas.
Deve ser usado como um manual de linhas orientadoras para a redação e manutenção de um Blog. Não como um manual de regras obrigatórias.
Cada autor deve refletir sobre estes princípios e adapta-los da melhor forma ao seu Blog.
Uma vez que se trata de um resumo, os assuntos podem ser consultados de forma mais completa e ilustrada nas referências fornecidas. Conhecem outras , ou melhores referências? Deixem-me um comentário.
Conteúdo
O conteúdo refere-se às entradas cronológicas (“posts”), páginas de informação estática, ou pequenas secções (como as “sidebars” do Blog).
As entradas devem fornecer o contexto necessário de forma curta. Devem filtrar a informação desnecessária e oferecer hiperligações para informação adicional (fontes originais, textos longos, outras entradas, sites, ou blogs com informação adicional).
Devem procurar uma redação correta, sem erros, com princípio, meio e fim.
Agrupar a informação semelhante em pequenos segmentos, grupos, ou unidades, com uma ou duas ideias por cada.
As entradas, ou secções, devem possuir títulos significativos, uma breve descrição (se possível), data (de redação e de atualização), autor(es), e estar categorizadas com etiquetas e categorias significativas.
Se o texto for longo, podem escrever um resumo prévio, ou dividir em múltiplas entradas.
As entradas mais antigas devem ser atualizadas, editando-as, comentando-as, ou ligando-as às entradas mais recentes, ou a outras fontes de informação (internas, ou externas).
Estrutura
A estrutura refere-se ao tipo de informação, a sua marcação, as suas funções e o uso pretendido (interação) no Blog.
Devem usar estilos (HTML) “standard” para hierarquizar a o texto (H1, H2, Parágrafo, etc.). Bem como estruturas formais de texto tradicional (itálicos para destacar, listas de balas, numeradas, etc.).
A formatação visual (tamanho, cor, etc) deve ficar a cargo do tema/CSS do Blog, ou do Feedreader do utilizador final.
Deve-se fornecer uma opção de pesquisa dentro do próprio Blog.
As hiperligações para os conteúdos devem ser simples, evitando alterações, ou ligações quebradas. Tentar fornecer as hiperligações por extenso, sempre que possível.
Verificar como os conteúdos estão a ser indexados nos motores de busca e corrigir a meta-informação de acordo.
Ritmo e edição
Um autor de um blog é um como um editor tradicional. Deve possuir uma agenda de edição e uma estratégia de publicação.
Deve-se optar por um mínimo de um entrada semanal, e um máximo de uma entrada diária. Publicar de forma regular, agendando as entradas, ou criando uma agenda de entradas temáticas, se possível.
Evitar o “overshare”.
Agilizar o ritmo e interligação das entradas do Blog com outros meios de publicação e partilha social como o Twitter, ou o Facebook, como formas complementares de publicação e atualização de conteúdos mais curtos e imediatos. Ou de conteúdos de outra natureza, como os canais de Vídeo, ou Podcasts.
Design e ilustração
O Blog deve ter um tema visual apelativo, relacionado com o conteúdo do Blog, sem perder de vista a funcionalidade (design funcional, ou minimalista).
Sempre que possível, devem ilustrar as entradas com imagens, vídeos, ou outro elemento multimédia, mantendo a dimensão (Kb) da página baixa.
Créditos e hiperligações
Todos os materiais utilizados (textos, imagens, vídeos, etc) devem ser identificados com legendas, referências no texto e creditados corretamente.
O Blog deve conter a informação de “copyright” sobre o conteúdo próprio.
A privacidade dos autores deve ser protegida, mas ao mesmo tempo fornecer o máximo de informação sobre o Blog, sobre os autores, ou sobre o conteúdo, de forma a obter credibilidade (tipicamente, na página “About”).
Deve-se fornecer uma forma de contacto (direto) com o(s) autor(es).
Deve-se fornecer formas de ligação social (“feeds”, subscrições por email, etc.) de forma a que seja fácil os leitores tornarem-se “seguidores”.
Aproveitar a natureza de rede da Web para embutir conteúdo no Blog, ou estabelecer hiperligações nos conteúdos utilizados, abreviando as entradas e fornecendo informação em profundidade.
Estabelecer um Blogroll que vos ajuda a identificar e a serem identificados pelos vossos pares.
Feedback e estatísticas
Os Blogs possuem vários mecanismos de validação social visível e invisível para os leitores. Enquanto autores, estes mecanismos são fundamentais para entender e fomentar a leitura do Blog.
Encorajar a dinamização e participação no Blog (de amigos, colegas, docentes, orientadores, etc.), através da disponibilização e manutenção dos comentários, formas de avaliação (votação, “ratings”, “likes”, etc.) e de mecanismos de partilha social online.
Dispor de uma medição estatística que permita recolher dados sobre os utilizadores, sobre o conteúdo consultado e sobre a navegação. Melhorar o Blog com esta informação.
Referências
BARBOSA, E.; GRANADO, A. – Weblogs: Diário de bordo. Porto: Porto Editora, 2004. ISBN 972-0-45252-8.
BLOOD, R. – The Weblog Handbook: Pratical advice on creating and maintaining your blog. Cambridge: Perseus Books, 2002. ISBN 0-7382-0756-X.
BORDEAU, J. – Blogging For Web Designers: Editorial Calendars and Style Guides [em linha]. Smashing Magazine. [Consult. 2012-02-08]. Disponível na Internet: <URL: http://www.smashingmagazine.com/2010/08/30/the-importance-of-consistency-using-editorial-calendars-and-style-guides>.
CRUMLISH, C.; MALONE, E. – Designing Social Interfaces: Principles, Patterns, and Practices for Improving the User Experience. Sebastopol: O’Reilly Media, 2009. ISBN 978-0596154929. Disponível na Internet: <URL: http://www.designingsocialinterfaces.com>.
FRANCO, G. – Como escrever para a Web [em linha]. S. l.: Knights Center fo Journalism, s. d. [Consult. 2012-02-08]. Disponível na Internet: <URL: http://knightcenter.utexas.edu/ebook/how-write-web>.
TIDWELL, J. – Designing Interfaces: Patterns for Effective Interaction Design. Sebastopol: O’Reilly, 2010. ISBN 978-1-449-37970-4. Disponível na Internet: <URL: http://designinginterfaces.com>.
Exo Typeface
Só uma entrada muito rápida para dizer que a fonte Exo, do Natanael Gama (que apoiei orgulhosamente no Kickstarter), já se encontra disponível na Google Webfonts: http://www.google.com/webfonts/specimen/Exo
Vamos lá por a fonte em uso!…
Conferência e Workshop de Dave Crossland @ UA
Demorou mais tempo do que eu queria para compilar e publicar este resumo. Mas, finalmente, aqui fica o resultado da Conferência e do Workshop que o Dave Crossland realizou no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, no passado dia 9 de Janeiro de 2012.
Uma vez que o tempo é cada vez mais curto para as tarefas em mãos, decidi publicar estas notas sem grande edição, nem tratamento do texto original – resultado de algumas notas telegráficas tiradas durante a sessão.
De momento, já publiquei um apanhado fotográfico das sessões no Picasa. E estou a editar o registo de vídeo, que consiste apenas num geral plano simples intervalado por algumas imagens da apresentação do Dave.
Se alguém tiver comentários, informação, fotografias, ou sugestões adicionais, terei todo gosto em incorpora-las e atualizar este post gradualmente. O que me faz mais falta ultimamente é tempo para fazer as coisas com calma, por isso toda ajuda é bem-vinda!…
A conferência iniciou com alguns minutos de atraso, resultado de alguns percalços com o suporte visual. No início ainda contei 36 pessoas, mas ao longo da conferência foram chegando mais algumas… Apresentei o Dave da seguinte forma:
Formado em Information Design na Universidade de Ravensbourne em Londres, 2006.
Ligou-se desde cedo ao movimento do Software Livre / Código Aberto com especial interesse na sua aplicação ao Design Gráfico e à Tipografia.
Depois de concluir a sua dissertação de Mestrado em Tipografia na Universidade de Reading em 2009, o seu projeto – o tipo de letra Cantarell – foi incluído como o tipo de letra predefinido na interface gráfica GNOME (um ambiente gráfico utilizado pela maior parte dos sistemas operativos GNU+Linux, como o Ubuntu).
Atualmente, em 2012, integra o departamento de Web Fonts [do gigante da pesquisa online], onde desenvolve um árduo trabalho de consultoria, coordenação e angariação de novos designers e fontes [como ele próprio diz – ele liberta fontes].
Paralelamente, como parte do seu trabalho na Understanding Fonts, realiza workshops de desenho de tipos de letra por todo o mundo, com principal ênfase no uso de software livre como o Fontforge.
Depois acrescentei uma nota pessoal da forma como o conheci, forma como tenho vindo a conhecer muita gente nos últimos tempos – atrás do monitor, online:
Tive o prazer de conhecer o Dave através do email em 2006. Na altura, estava a desenvolver o Typeforge, e o Dave geria o projeto OpenFontLibrary (OFLb). Estes projetos embrionários, juntamente com as iniciativas de Victor Gaultney na SIL, Ellen Lupton (Free Fonts Manifesto) entre muitos outras, contribuíram para o atual estado das fontes de acesso livre online.
Depois de o conhecer pessoalmente, o Dave correspondeu e ainda corresponde às expectativas iniciais – um designer profissional, descontraído, simpático e muito acessível.
Por fim, os agradecimentos “da praxe”, mas que tenho a obrigação e o prazer de os repetir aqui – em nome do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, do CETAC.MEDIA e em nome pessoal, quero agradecer a disponibilidade do Dave e a presença de todos os alunos, colegas e amigos que ajudaram a receber o Dave e a encher a sala da conferência.
O Dave iniciou a conferência com a distinção entre os conceitos “Free” e “Libre” em inglês, versus a facilidade e objetividade dos significados de “Grátis” e “Livre” em português. Fez uma paragem obrigatória no Richard Stallman e a origem do movimento do Software Livre / Open Source no início da década de 1980 – GNU.
Libre Fonts: When are things that get broken get fixed?
Reforçou as vantagens do modelo do software livre em relação ao software proprietário (fechado) através da metáfora de um carro. Num carro mecânico conseguimos “mexer”, ao contrário dos novos carros completamente eletrónicos em que ficamos dependentes de uma garagem especializada para a sua manutenção.
Seguindo esta linha de pensamento apresentou as revistas do Libre Graphics Meeting, paginadas inteiramente com fontes e software livre. A equipa de designers que a pagina conta com a colaboração e dedicação da Ana Carvalho e do Ricardo Lafuente, designers e hacktivistas (no bom sentido da palavra). Já as conhecia a partir do PDF, mas, assim ao vivo, são ainda mais impressionantes.
Crossland relembrou a origem do seu contacto com o mundo do software livre durante o mestrado em Reading (2009). Aí utilizou exclusivamente o Fontforge para desenhar e desenvolver a Cantarell, o seu projeto final.
Parece incrível, mas este software com mais de 10 anos – originalmente denominado Pfa, teve a sua origem em 2001 – é obra de um autor apenas, o George Williams. Em tom de nota de rodapé, convido quem tiver curiosidade sobre o desenvolvimento de software de produção de fontes a visualizar o levantamento que tenho vindo a fazer destas ferramentas. Vejam aqui: http://www.typeforge.net/blog/2011/11/24/font-formats-timeline/.
Voltando à conferência, Crossland referiu que, por um lado a autoria singular deste software é um aspeto positivo, pois o George manteve-se extremamente dedicado ao seu desenvolvimento. Mas, por outro lado, referiu que este software vai ser descontinuado… Isto é, o Williams vai parar de o desenvolver apesar do código fonte continuar aberto e disponível. Mas parece não haver grande sucessão para já… fico com algum receio do abandono do desenvolvimento do Fontforge, pois desde finais de 2004 que o tenho vindo a usar com alguma regularidade e crescente sucesso!…
Voltando à explicação da lógica do mercado atual, Dave referiu que a indústria está a “comandar” o que acontece no desenvolvimento de fontes. No entanto, a personalização, ou utilizando um termo de entrada recente nos dicionários, a customização de fontes, embora cara, pode ser uma forma de fazer lucro. Veja-se só o contrato (que imagino ter sido milionário) que é colocar uma fonte como a Thesis ao serviço da identidade de todo o Governo Português. Isto abre novas oportunidade para os Type Designers. A “exclusividade” pode ser negociada com mais do que um cliente de forma a obter preços mais baixos para os clientes e um rendimento maior do esforço para o designer. Este é um modelo há muito em uso por empresas de desenvolvimento de software como a gigante Red Hat (Linux)
Após o mestrado em Reading, várias coisas aconteceram. Uma delas foi o aparecimento das Web Fonts que mudaram o Web Design no último ano!
You can imagine having a magazine all done in Times new Roman… not very good, right? That’s what the web has been like for everyone…
E é assim que Crossland foi integrar a “pequena” equipa Google Webfonts. Explicou a sua tentativa de resolução do dilema ético da licença de distribuição de fontes – Apache versus SIL OFL – e a forma como esta se insere numa lógica de Copyleft.
Por fim antecipou algumas dúvidas fazendo uma breve menção que, para quem quiser começar a desenvolver fontes (usando apenas software livre), pode recorrer ao workflow Inkscape + Fontforge + Spiro que descreve no site dele.
Durante o Workshop, já na parte da tarde, estiveram presentes 48 participantes (entre os quais alunos, professores e amigos). O workshop desenvolveu-se em 4 rondas intervaladas por breves sessões de comentários em grupo.
Reconheci muito do método de Noordzij na abordagem de Crossland para o desenho inicial de apenas dois carateres – as letras minúsculas “n” e “o”. Pediu a todos que as desenhassem com um corpo de cerca de 10 cm numa folha A4.
Utilizou um método que me surpreendeu pela rapidez com que colocou toda a gente a desenhar as primeiras letras. Sem grande explicação, todos começaram a desenhar para depois, ao comparar os primeiros resultados, explicar um pouco melhor o que se pretendia (apontando os bons e os maus exemplos) e pedir uma segunda versão melhorada na própria folha. Fazer primeiro, pensar depois – esta foi a abordagem que dominou todas as rondas.
Para a segunda ronda, pediu os carateres “n” e “o” que já tinham sido desenhados, mas desta vez melhorados. No entanto, deviam juntar os carateres “a”, “e” e “s”. Uma vez que todos já sabiam mais ou menos qual a dimensão e a técnica a utilizar para o desenho, pediu particular atenção à regularidade, contraste e modulação das formas das letras – dos seus traços básicos.
Mais uma vez, não forneceu grande explicação sobre o que pretendia. Imagino que, com tão pouco tempo, Crossland prefira o método de aprendizagem através da prática. A verdade é que me pareceu funcionar bem. No entanto, alguns dos alunos que lá estavam devem ter reconhecido este exercício dos workshops que fiz com eles nas aulas da Prof. Olinda e do Prof. Álvaro (em 2009, em 2010, e em 2011). Crossland estava lentamente a preparar os participantes para as duas últimas rondas do workshop.
Após colocar todos os desenhos num local comum, para iniciar uma terceira nova ronda, Crossland pediu a todos que escolhessem um desenho que não fosse o seu, e que o tentassem redesenhar tentando perceber quais as intenções originais do seu autor. Tentar identificar que parâmetros tipográficos tinham sido definidos. Ou, nas palavras de Crossland, quais as regras internas definidas para as formas das letras “n”, “o”, “a”, “e” e “s”. Foi uma forma muito prática de fazer com que eles tomassem consciência da quantidade e variedade de parâmetros que podem estar presentes no desenho de carateres (em breve vou poder divulgar o poster que apresentei com a Catarina S. no ENT2011 onde também se podem identificar todas as medidas, formas, traços, pormenores, propriedades e terminais tipográficos) .
Por fim, e tenho que admitir que foi inesperado para mim, na última ronda do workshop, Crossland pediu para desenharem os carateres “n”, “o”, “a”, “e”, “s”, “k”, “g” e “w”. Esta é uma palavra de controlo que nunca vi ser usada. A verdade é que, de uma forma ou de outra, acaba por conter quase todos os atributos da anatomia do tipo de letra a desenhar.
Reforçando os conceitos que já tinha vindo a pedir (como o contraste e a regularidade), Crossland projetou as “máximas” do design de tipos:
- Contraste;
- Repetição;
- Alinhamento;
- Proporção
(se fosse proximidade eram os princípios do Williams…).
Referiu que, se tentarmos observar estas simples regras, podemos alcançar o efeito de “fence post”. Um resultado desejável quando se planeia e desenha um tipo para ser utilizado em texto (já tinha mencionado isto no Typeforge, embora o termo “fence post” seja uma metáfora mais apropriada).
O Workhop deixou-nos a todos com vontade de fazer mais. É claro que a partir daqui, era necessário pelo menos mais alguns dias para desenvolver o resto do(s) workshop(s) para implementar desenho vetorial, para espaçar, para construir as tabelas necessárias e testar a fonte completa…
Para já, foi bom… Vamos trabalhar para criar mais oportunidades no futuro!
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Nota Final: A pedido do Dave, este post, as fotografias e o vídeo da conferência e do workshop encontram-se sob uma licença Creative Commons Attribution-ShareAlike 3.0





























