DESIGNLAB

Design, Tipografia e Multimédia.

Archive for Editorial

Webinar Adobe InDesign CC

Screen Shot 2013-07-07 at 7.03.48 PM

Imagem retirada do site da Adobe

Para quem quiser  investir no Design Editorial e na publicação digital, recomendo o próximo webinar gratuito da Adobe: https://www1.gotomeeting.com/register/145221617?et_mid=626755&rid=3807420

Na próxima terça-feira, 19:00

Plug&Play 2013

::: PLUG&PLAY ::: 2013 ::: Teaser from PLUG&PLAY on Vimeo.

Só um entrada muito rápida para lembrar que o Plu&Play 2013 já está aí à porta. Começa já amanhã, quarta-feira dia 10 e tem um programa de dois dias que faz inveja a muitas conferências ;)

PLUG&PLAY . Conferência de Design
10 e 11 Abril . Hard Club, Porto

Numa altura em que o termo “crise” domina a actualidade, nada faz mais sentido do que eventos anti-crise. É isso que propõe o Plug&Play, ciclo de conferências de Design de entrada gratuita que promove a livre circulação de conhecimento artístico.

A acontecer a 10 e 11 de Abril, a 4ª edição do Plug&Play regressa a um espaço icónico da cidade do Porto: Hard Club.

A natureza do evento continua fiel à das últimas edições, já que se pretende criar uma conexão entre o meio académico e profissional, onde estudantes da área têm o privilégio de contactar com alguns dos melhores designers nacionais e internacionais. Outro dos objectivos que mobiliza a realização deste projecto é a vontade de impulsionar a área do design,nas suas mais variadas disciplinas, no contexto da cidade do Porto.

Mais informações
http://plugandplay.pt/

Este ano só devo conseguir assistir a um pouco na manhã do segundo dia,… mas vou definitivamente fazer questão de marcar presença! A entrada é gratuita, por isso não há mesmo desculpa para não assistir.

O programa deste ano conta com, no dia 10:

E no dia 11:

Vai valer a pena!

Colóquio dos Pequenos Editores

Cartaz do colóquio

Daqui a uma semana, na próxima quinta-feira dia 29 de Março, vai realizar-se um colóquio muito interessante na Universidade de Aveiro. Trata-se de um dia de conferências e mesas redondas em torno das questões editoriais – o Colóquio Pequenos Editores têm a Palavra.

No ano passado, graças à cortesia das Profs. Cristina Carrington e Teresa Cortez, tive a oportunidade de assistir a um pequeno segmento das conferências e fiquei com pena de não poder assistir a mais. Este ano, vou tentar estar presente na parte da tarde e recomendo a presença de todos aqueles que se encontram envolvidos com o mundo editorial, ou que apenas gostam de refletir sobre estas questões.

Passo aqui a divulgação:

Esta iniciativa, promovida no âmbito do Mestrado em Estudos Editoriais, é organizada pelo Departamento de Línguas e Culturas e pelo Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial da Universidade de Aveiro.

Muito gostaríamos de poder contar com a sua presença e a sua participação, que enriqueceria o debate e a discussão sobre as novas questões que se colocam ao mercado editorial português.

Na expectativa do seu interesse, enviamos o programa em anexo e o link para inscrição on-line

http://petpa.web.ua.pt

Apareçam, nem que seja só para conversarmos um pouco. Espero poder encontrar algumas caras conhecidas!

Boas práticas para a edição de Blogs

Pormenor da estratégia editorial de publicação (in Tidwell, 2009: 416)

Este texto resume um conjunto de boas práticas para a redação de Blogs. Surge em resposta ao desafio do Prof. Hélder Caixinha, no âmbito das aulas de  Projeto, e em resposta às necessidades de outras disciplinas como Multimédia Editorial, onde parte do trabalho dos alunos passa por criar um blog de documentação de desenvolvimento e de acompanhamento dos projetos.

Por uma questão de conveniência, este resumo está organizado nos seguintes temas:

Deve ser usado como um manual de linhas orientadoras para a redação e manutenção de um Blog. Não como um manual de regras obrigatórias.

Cada autor deve refletir sobre estes princípios e adapta-los da melhor forma ao seu Blog.

Uma vez que se trata de um resumo, os assuntos podem ser consultados de forma mais completa e ilustrada nas referências fornecidas. Conhecem outras , ou melhores referências? Deixem-me um comentário.

Conteúdo

Anatomia de um Blog (About.com)

O conteúdo refere-se às entradas cronológicas (“posts”), páginas de informação estática, ou pequenas secções (como as “sidebars” do Blog).

As entradas devem fornecer o contexto necessário de forma curta. Devem filtrar a informação desnecessária e oferecer hiperligações para informação adicional (fontes originais, textos longos, outras entradas, sites, ou blogs com informação adicional).

Devem procurar uma redação correta, sem erros, com princípio, meio e fim.

Agrupar a informação semelhante em pequenos segmentos, grupos, ou unidades, com uma ou duas ideias por cada.

As entradas, ou secções, devem possuir títulos significativos, uma breve descrição (se possível), data (de redação e de atualização), autor(es), e estar categorizadas com etiquetas e categorias significativas.

Se o texto for longo, podem escrever um resumo prévio, ou dividir em múltiplas entradas.

As entradas mais antigas devem ser atualizadas, editando-as, comentando-as, ou ligando-as às entradas mais recentes, ou a outras fontes de informação (internas, ou externas).

Estrutura

Exemplo de um Feedreader (NetNewsWire)

A estrutura refere-se ao tipo de informação, a sua marcação, as suas funções e o uso pretendido (interação) no Blog.

Devem usar estilos (HTML) “standard” para hierarquizar a o texto (H1, H2, Parágrafo, etc.). Bem como estruturas formais de texto tradicional (itálicos para destacar, listas de balas, numeradas, etc.).

A formatação visual (tamanho, cor, etc) deve ficar a cargo do tema/CSS do Blog, ou do Feedreader do utilizador final.

Deve-se fornecer uma opção de pesquisa dentro do próprio Blog.

As hiperligações para os conteúdos devem ser simples, evitando alterações, ou ligações quebradas. Tentar fornecer as hiperligações por extenso, sempre que possível.

Verificar como os conteúdos estão a ser indexados nos motores de busca e corrigir a meta-informação de acordo.

Ritmo e edição

Exemplo de painel de objetivos editoriais (WordPress.com)

Um autor de um blog é um como um editor tradicional. Deve possuir uma agenda de edição e uma estratégia de publicação.

Deve-se optar por um mínimo de um entrada semanal, e um máximo de uma entrada diária. Publicar de forma regular, agendando as entradas, ou criando uma agenda de entradas temáticas, se possível.

Evitar o “overshare”.

Agilizar o ritmo e interligação das entradas do Blog com outros meios de publicação e partilha social como o Twitter, ou o Facebook, como formas complementares de publicação e atualização de conteúdos mais curtos e imediatos. Ou de conteúdos de outra natureza, como os canais de Vídeo, ou Podcasts.

Design e ilustração

Seleção de temas visuais (WordPress.com)

O Blog deve ter um tema visual apelativo, relacionado com o conteúdo do Blog, sem perder de vista a funcionalidade (design funcional, ou minimalista).

Sempre que possível, devem ilustrar as entradas com imagens, vídeos, ou outro elemento multimédia, mantendo a dimensão (Kb) da página baixa.

Créditos e hiperligações

Exemplo de licenciamento disponível (Creative Commons)

Todos os materiais utilizados (textos, imagens, vídeos, etc) devem ser identificados com legendas, referências no texto e creditados corretamente.

O Blog deve conter a informação de “copyright” sobre o conteúdo próprio.

A privacidade dos autores deve ser protegida, mas ao mesmo tempo fornecer o máximo de informação sobre o Blog, sobre os autores, ou sobre o conteúdo, de forma a obter credibilidade (tipicamente, na página “About”).

Deve-se fornecer uma forma de contacto (direto) com o(s) autor(es).

Deve-se fornecer formas de ligação social (“feeds”, subscrições por email, etc.) de forma a que seja fácil os leitores tornarem-se “seguidores”.

Aproveitar a natureza de rede da Web para embutir conteúdo no Blog, ou estabelecer hiperligações nos conteúdos utilizados, abreviando as entradas e fornecendo informação em profundidade.

Estabelecer um Blogroll que vos ajuda a identificar e a serem identificados pelos vossos pares.

Feedback e estatísticas

Exemplo de estatísticas fornecidas pelo WordPress.com

Os Blogs possuem vários mecanismos de validação social visível e invisível para os leitores. Enquanto autores, estes mecanismos são fundamentais para entender e fomentar a leitura do Blog.

Mecanismos de validação e partilha social

Encorajar a dinamização e participação no Blog (de amigos, colegas, docentes, orientadores, etc.), através da disponibilização e manutenção dos comentários, formas de avaliação (votação, “ratings”, “likes”, etc.) e de mecanismos de partilha social online.

Dispor de uma medição estatística que permita recolher dados sobre os utilizadores, sobre o conteúdo consultado e sobre a navegação. Melhorar o Blog com esta informação.

Referências

Referências adicionais "obrigatórias"

BARBOSA, E.; GRANADO, A. – Weblogs: Diário de bordo. Porto: Porto Editora, 2004.  ISBN 972-0-45252-8.

BLOOD, R. – The Weblog Handbook: Pratical advice on creating and maintaining your blog. Cambridge: Perseus Books, 2002.  ISBN 0-7382-0756-X.

BORDEAU, J. – Blogging For Web Designers: Editorial Calendars and Style Guides [em linha]. Smashing Magazine. [Consult. 2012-02-08]. Disponível na Internet: <URL: http://www.smashingmagazine.com/2010/08/30/the-importance-of-consistency-using-editorial-calendars-and-style-guides>.

CRUMLISH, C.; MALONE, E. – Designing Social Interfaces: Principles, Patterns, and Practices for Improving the User Experience. Sebastopol: O’Reilly Media, 2009.  ISBN 978-0596154929. Disponível na Internet: <URL: http://www.designingsocialinterfaces.com>.

FRANCO, G. – Como escrever para a Web [em linha]. S. l.: Knights Center fo Journalism, s. d. [Consult. 2012-02-08]. Disponível na Internet: <URL: http://knightcenter.utexas.edu/ebook/how-write-web>.

TIDWELL, J. – Designing Interfaces: Patterns for Effective Interaction Design. Sebastopol: O’Reilly, 2010.  ISBN 978-1-449-37970-4. Disponível na Internet: <URL: http://designinginterfaces.com>.

Provas Públicas de Projectos Editoriais

Mapa das Provas Públicas dos Mestrandos da 1.ª Edição do MDGPE

A semana passada recebi do Prof. Eduardo Aires um email com o mapa das provas públicas da primeira edição do Mestrado de Design Gráfico e Projectos Editoriais da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Por afinidade com os professores, colegas e amigos envolvidos neste projecto, confesso que estou muito curioso para assisstir aos primeiros¹ resultados.

Vou lá dar um salto ainda Hoje à tarde dei lá um salto para assistir às provas da Joana Sobral. Orientada pelo Prof. Aires e pelo Prof. Mário Moura a prova tem teve como arguente o João Fernandes. Nada mais, nada menos do que o director do Museu de Serralves—é neste tipo de detalhes que acho que a direcção do mestrado se está a portar muito bem—as relações com a sociedade e especialistas da área estão a ser bem exploradas. Ainda não sei se João Fernandes tem experiência neste tipo de provas, nem sequer sei se é doutorado (um requisito normal para a arguição de provas, mas que pode ser contornado), por isso estou expectante para ver a mas isto não o impediu de fazer um brilharete na arguição.

Depois da exposição mais ou menos cuidada de Joana², João Fernandes levantou montes de questões sobre a própria história e conceito do que é um livro de artista. A intervenção foi pouco ou nada interactiva com a candidata, que de uma forma ou de outra acabou por responder. Mas, definitivamente, quem me impressionou pela capacidade de articulação com várias actividades de criação e conhecimento técnico, bibliográfico e histórico sobre os livros de artista foi o Director do Museu de Serralves. Por um lado pode ser mais “pés assentes na terra”, mas por outro… Valeu a pena. Acho que este Domingo vou voltar a Serralves só para ver se eles ainda têm lá parte da colecção de livros na Biblioteca!… Valeu a pena.

De qualquer forma, se tudo correr como previsto, ainda lá passo novamente na próxima quarta-feira para ver as provas da Ana Luísa Candeias. Mais uma vez orientada pelo Prof. Eduardo Aires, mas desta vez co-orientada pelo Prof. António Modesto. Como já aqui disse, qualquer oportunidade de ouvir o Prof. Modesto falar é um privilégio. A arguição fica à responsabilidade do meu colega do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, o Prof. Francisco Providência. Já tenho tido oportunidades de o ouvir falar, e mesmo conversar com ele. Por isso, estou à espera de uma arguição bem carregada, e espero que a Ana Luísa “dê luta”, porque este é o tipo de prova que se pode tornar muito interessante para a assistência—recomendo!

1. Como alguns sabem, co-orientei o trabalho prático (desenvolvimento de uma fonte Open Type) e a dissertação do Diego Henrique, que, para além de o ter apresentado na última ATypI em Dublin, já completou as provas no passado dia 20 de Outubro de 2010.

2. Conheço ainda muito pouco sobre estes objectos de criação artística, sendo a Johanna Drucker minha única referência na área. Como não li a dissertação, nem vi o objecto final, fiquei só com as impressões recolhidas durante a apresentação… Achei que a apresentação da contextualização durante a prova foi superficial, concentrando-se demasiado a partir da década de 1960—aspectos realçados por João Fernandes. Também se alongou na explicação da criação de um objecto pessoal, sem perceber muito bem porque o fez… Mas é provável que eu não tenha prestado atenção suficiente, o meu índice de atenção anda por baixo… As imagens, apesar de pequenas, pareciam muito interessantes. Quando estiver de novo online, tento pesquisar a dissertação na Biblioteca da FBAUP. No fim do dia, pareceu-me interessante—vou querer ler mais um pouco!

Links do dia: 7 Milhões

7 Milhões por National Geographic

Como se não bastasse andar de comboio (muitas vezes cheio), este vídeo da National Geographic relembrou-me de forma deprimente quão complexo pode ser o mundo… Acho que nunca estamos preparados para ver estes números, mesmo depois de ler o “You Are Here” de Christopher Potter. Uma infografia animada excelente! Via ILT.

Pormenor da página do Guardian Online

Branding sobre Branding, ou Naomi Klein, sobre Naomi Klein? De qualquer forma é sempre uma leitura muito perspicaz sobre os meandros retorcidos da sociedade actual: http://www.guardian.co.uk/books/2010/jan/16/naomi-klein-branding-obama-america/print. Via email da Catarina C.

Documentário sobre o Arduino no Vimeo

Mudando da sociedade para a tecnologia, aqui vai um documentário sobre o desenvolvimento do Arduino. Nasceu de um projecto académico individual (Wiring) e já mereceu o reconhecimento mundial dos criadores e artistas de variadas áreas. Ainda não acabei de o ver, mas fiquei agarrado aos primeiros 5 minutos! Já está no iPhone, e, na altura em que este post sair, já devo ter acabado de o ver. Merece ser visto, especialmente pelos artistas digitais e programadores ;) Realmente inspirador. Via @mbanzi.

Optical Margin Alignment no InDesign

Por fim, como alinhar opticamente a pontuação no InDesign—este não é tanto um link como uma referência, e quase que merece um post por si só…

Na última Computer Arts (nº 183), vem uma pequena peça sobre tipografia com InDesign escrita por Jo Gulliver (p. 68), que quase descartei—normalmente estas peças são bastante superficiais e passo-as à frente com um grunhido de superioridade e desdém… Desta vez, li superficialmente e quase que me passei quando vi explicado uma técnica de “pendurar” opticamente a pontuação fora das margens das colunas.

Apesar de saber que estava por lá, nunca mais a usei desde o tempo em que larguei o Freehand—a famosa opção de “Hanging Puctuation”. Pois bem, a verdade é que já me tem feito falta, mas a pressa e a pressão de ter as coisas prontas a tempo acaba sempre por se sobrepor… não é tão simples como no Freehand, mas temos maior controlo no InDesign (err… duh!?). Basta navegar até ao painel Type & Tables > Story. Depois, com o texto, ou a frame seleccionada, activar a opção Optical Margin Alignment e configurar a compensação relativa ao corpo que queremos utilizar—o que é óptimo para quando queremos fazer destaques ou citações com aquelas “modinhas” de inserir aspas gigantes. De qualquer forma, é rápido, fácil e mais poderoso do que no Freehand!

Enric Jardí @ FBAUP

Cartaz de divulgação

Na próxima Sexta-feira, dia 26 de Novembro, o Designer Enric Jardí vai dar uma conferência sobre Tipografia na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Confesso que pouco mais sei sobre a conferência. Sei que vale a pena ouvir falar (e ler sobre) o Jardí, e que esta é uma oportunidade rara! Por isso, lá estarei, pelas 16:00, na Sala 101 do Pavilhão Carlos Ramos!

Duas mostras de Design na UA

Cartaz da Exposição Final

Neste final de semestre (e de ano lectivo) o Curso de Design do Departamento de Comunicação e Arte apresenta um dois-em-um a não perder. Uma exposição final de trabalhos dos alunos e um projecto de comunicação desenvolvido pelos alunos do 2º Ano.

Os trabalhos dos alunos de Tipografia do 1º Ano também vão estar em exposição e, para quem não acompanhou no blog da disciplina da Prof. Olinda Martins, vai ter aqui uma oportunidade de ver uma amostra do que foi feito. Apareçam!

18 a 24 de Junho (Inaugura a 18 de Junho, 18:00)
Catacumbas da Universidade de Aveiro

Mais informações: http://uaonline.ua.pt/detail.asp?lg=pt&c=17966

Design Exposição Final
O evento Design Exposição Final, a decorrer nas Catacumbas da Universidade de Aveiro – espaço que alberga a leccionação do Curso de Design provisoriamente -, pretende ser uma mostra dos projectos desenvolvidos pelos alunos neste ano lectivo de 2009/2010 e, ao mesmo tempo, apresentar à comunidade as instalações recentemente reestruturadas e reequipadas para poderem acolher os três anos da licenciatura e os dois do mestrado em design.
Este espaço, agora pensado para as necessidades específicas desta tipologia de formação, oferece aos alunos novas oportunidades e desafios ao nível da experimentação, investigação e pensamento crítico, bem como do desenvolvimento das suas capacidades técnicas individuais.

As salas de aula tornam-se agora num conjunto de galerias interdependentes, organizadas na lógica da ocupação dos espaços pelos diferentes anos lectivos, para receberem o resultado do culminar da experiência única de cada aluno nesta sua passagem pelos programas de formação superior em Design desta universidade.

A exposição pode ser visitada do dia 18 a 24 de junho, das 10h. ás 18h., estando a sua inauguração agendada para as 18h. do dia 18.

Convite da exposição das Pontes de Contacto

Pontes de Contacto

Pontes de Contacto é um projecto semestral desenvolvido no contexto da disciplina de Projecto em Design III, sob a orientação dos três professores João Nunes, Nuno Dias e Olinda Martins, pelos alunos do 2º ano da licenciatura de Design da Universidade de Aveiro.
É um projecto que parte de um entendimento do design enquanto disciplina integradora de conhecimentos especializados no sentido da qualificação de mundos humanos, propondo-se estabelecer a estreita relação e reconhecimento do design, e a sua actuação no seio do campus universitário da UA, tendo em conta as variadas áreas científicas que esta abrange. O projecto desenvolveu-se através da investigação em torno do conhecimento que estas disciplinas têm acerca do design e vice-versa, bem como da descoberta do papel que o design pode assumir ao serviço dessas mesmas disciplinas.

De 18 a 24 de Junho os alunos reúnem num só espaço 10 trabalhos de grupo (por cada grupo cerca de 5 alunos), dando a oportunidade de mostrar o seu trabalho à comunidade académica e de que forma estabeleceram a ponte de contacto.

Esta é uma oportunidade que pode permitir o entendimento do significado contemporâneo do design no que concerne à comunidade académica e perceber como a investigação em e pelo design pode ser articulada com diferentes disciplinas.

P.S.: Não tenham medo, as Catacumbas não são mesmo “catacumbas”…

Bicker on Book Design

João Bicker @ UA

Conforme anunciado no post anterior, na passada sexta-feira, João Bicker, Designer da FBA e Professor do DEI.UC foi leccionar uma aula aberta na Universidade de Aveiro (no âmbito do Mestrado de Estudos Editoriais).

Não o conhecia pessoalmente, mas graças à Prof. Teresa e ao Prof. Carlos, docentes das unidades curriculares do Mestrado, eu e a Catarina tivemos uma breve oportunidade de nos apresentarmos e trocar algumas ideias com João Bicker antes do início da conferência. Estava particularmente interessado na opinião sobre o “novo” modelo de curso de design, no qual lecciona — Design e Multimédia. Como já o afirmei antes, acho que este curso, tal como o curso onde estou inserido — NTC — é o futuro de uma formação mais completa dos nosso alunos. Pelo que percebi, apesar de recente, a licenciatura em Coimbra também está a correr bem.

Em relação à conferência, valeu a pena ter “desperdiçado” a tarde para ficar em Aveiro. Com grande pena nossa, não pudemos ficar até ao fim, ficando por assistir à troca de ideias que se seguiu à exposição de Bicker. No entanto, relembrando apenas a exposição de ideias que trouxe aos nossos alunos, só posso dizer que fiquei com pena de nunca ter sido aluno dele…

Resumindo, acho que a ideia central de Bicker foi a de rejeitar o culto de um estilo pessoal (quase as modinhas que o Mário aborda num dos últimos posts) para aceitar a ideia que o conteúdo deve ditar a forma como se desenha o projecto (não é citação directa porque não consegui registar a frase exacta, mas…).

Acima de tudo, creio que esta é uma ideia muito contemporânea, fruto de um retorno aos ideais modernistas e funcionais de designers como Dieter Rams ou Paul Rand em detrimento do Design de Autor, tal como tive oportunidade de escrever numa opinião recente a pedido de uma aluna das Belas Artes (a publicar oportunamente). Estas questões de identidade e autoria são delicadas, mas devem ser abordadas especialmente nas licenciaturas.

Classificação Tipográfica de Bicker (adaptada da original de Vox)

De resto, na conferência que tinha por título “A forma dos livros” foi muito bem estruturada, Bicker fez a exposição de vários temas de forma encadeada e clara, com bastante profundidade. Para ficarem com uma ideia (do que perderam?) alguns dos tópicos e autores abordados foram:

  • Jan Tschichold e a origem dos movimentos do século XX;
  • The Penguim Composition Rules — Na Penguim é que as duas correntes da vida de Tschishold se conjugaram;
  • Grelhas editoriais — Construção, colunas e formatos de página e da mancha útil;
  • Peter Gill — Grelhas complexas;
  • Tipografia — Taxonomia, Legibilidade e Inteligibilidade (este último termo é da Catarina, até porque, como mencionado por Bicker, em Português não temos uma clara distinção entre Legibility e Readability);
  • Livros: Capas e Álbuns — Capas da Fenda.

Classificação de Tipos de Maximilien Vox, 1963 (Retirado do Fonts & Encodings, p. 409)

Em relação ao item da taxonomia tipográfica, fiquei um pouco surpreso. Bicker trouxe uma adaptação em 5 classes da taxonomia original de Vox/ATypI (onde a classe “mechanic” foi substituída por “computer”), que não encaixa exactamente nas que tenho como referência. De qualquer forma, não creio que este sistema seja o melhor para leccionar. Acaba por criar entropia com as datas e com o aparecimento de diferentes modelos. Ainda por cima é uma confusão quando o tentamos aplicar nas fontes criadas na última década… No entanto, tendo em conta o público e a discussão foi mais do que eficiente.

Classificação Tipográfica de Ellen Lupton, 2004

Para mim, todos os sistemas de classificação têm falhas graves e talvez o PANOSE 2 seja o melhor esforço para sistematizar à luz da realizada digital, embora completamente inútil para “humanos”. Pessoalmente, prefiro o esquema da Lupton pela simplicidade. Ao trabalhar com alunos do Mestrado de Design e Projectos Editoriais da FBAUP, tenho passado por estas questões e ainda está para vir o dia em que alguém vai desenvolver um sistema que aborde desde a proto-tipografia (sec. XIV) à tipografia digital (sec. XXI) passando pelas expressões manuais como a tipografia vernacular, ou as diferentes letras góticas. No meio desta confusão toda, acho que o melhor é dar um pulo à página do Luc Devroye, ao Typophile e passar os olhos por este artigo de Silva e Farias.

No meio da conversa a Catarina lembrou-se de um projecto que também propunha uma classificação: Type Navigator — http://typenav.fontshop.com (desde Set. 2004). Enfim, é mais um exercício de fragmentação do que de síntese…

Em relação à legibilidade, gostei muito da definição de “reduzir o esforço requerido pela leitura — esforço este requerido e (re) direccionado para a leitura”. Nesta expressão tão simples de Bicker fiz o paralelo com uma ideia de Chris Andersoncognitive surplus — onde se aproveita este potencial para investir na produção de conteúdos por exemplo. Mais uma vez, o crystal goblet, assume-se num racionalismo e funcionalismo muito sóbrio que marcou o passo da aula.

Os breves momentos que passamos na aula de Bicker revelaram ser muito completos e tocou-se em assuntos que já tinham sido abordados nas aulas com aquela turma em particular. Especialmente na abordagem racional que assume na construção da grelha de paginação. Espero que desta os alunos do DLC assimilem este conceitos.

Por fim, e para acabar, espero poder vir a ter mais oportunidades de interagir com o Prof. João Bicker no futuro. Um obrigado aos poucos alunos (fora da unidade curricular) que apareceram, e um recado para todos os outros — para a próxima não percam uma oportunidade destas. Valeu a pena!

Aula aberta com João Bicker @ UA

Powerpoint slide de divulgação (ligeiramente modificado por mim...)

Amanhã, pelas 14:15, no DeGEI irá decorrer uma aula aberta com o Prof. João Bicker. Recomendo vivamente vir assistir à conferência amanhã. Vai ser uma oportunidade de conhecer um pouco mais dos segredos deste universo profissional.

João Bicker
A forma dos livros

Aula Aberta
Mestrado em Estudos Editoriais

19 de Março de 2010 – 14.15 h
Sala 10.2.1
Departamento de Gestão e Engenharia Industrial

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