DESIGNLAB

Design, Tipografia e Multimédia.

Archive for Processing

Links do dia: Leituras e livrinhos…

Quem me conhece, sabe que sou um consumidor compulsivo de livros da Amazon. Ou porque ouço falar, ou porque vejo um link, ou porque apenas gostei do título e índice (Prof. Marcelo cuidado—qualquer dia quem faz a rubrica semanal dos livros sou eu!). Pode ser um problema na conta bancária de vez em quando, mas a verdade é que se vão apanhando alguns títulos interessantes que não dá para esperar que saiam em português. É o caso dos livros que adicionei ao carrinho de compras esta semana: In The Plex, de Steven Levy! Já não basta a biografia de Steve Jobs que estou desejoso por ler, mas consegui arranjar mais um livro de um dos meus autores favoritos. Apesar de ter apenas um par de livros, não estou a exagerar—ora vejam só a página dele na Amazon—confesso que se pudesse desgraçava-me…

Generative Gestaltung @ Vimeo

Outra desgraça em forma de livro à espera de acontecer (à minha conta bancária)—este ainda não tive coragem de comprar: http://vimeo.com/9273490

 

Processing 2.0 Alpha

Esta semana estive a trabalhar num novo sketch de Processing. Muito entusiasmante foi ver que Casey Reas anunciou o desenvolvimento da nova versão (2.0) do Processing. Ainda está em versão alpha, mas apesar de instável, pareceu-me mais rápido (com o modo 64bit). Vai conter ferramentas novas como o videomaker, mas que ainda não deu para testar. Disponível para download no Google Code: http://code.google.com/p/processing/downloads/list. Escusado será listar a quantidade de livros que há dedicados ao Processing… na minha prateleira conto oito, alguns já aqui listei. Por um lado espero que lancem um novo livro, com algoritmos novos e referências a mais autores e exemplos. Por outro lado a minha conta agradece que não o façam! ;) Uma coisa é certa, o código / sintaxe parece estar estável, o que é bom para poder evoluir na aprendizagem e não estar constantemente a reescrever coisas antigas.

Via @Reas

 

Internet—vantagens e desvantagens à luz de 1996

Por fim, —”Lembram-se do Netscape?”— Tinha feito esta pergunta há um par de semanas no início das aulas de Web e HTML da licenciatura. Ninguém, mesmo ninguém se lembrava, nem faziam a menor ideia. Confesso que também o usei pouco (só comecei a usar a Internet a sério a partir de 1999), mas isso só tornou o último link completamente inesperado e ainda mais divertido de ler: http://technologizer.com/2011/10/28/the-pros-and-cons-of-the-internet-as-taught-to-students-in-1996/. E é incrível verificar como ainda muita gente mantém estas opiniões… No comments…

Via (o incomparável) @Petrvanblokland

Workshop de Processing

Já sabem que sou um defensor incondicional do ensino e uso de Processing, por isso aproveito para ajudar a divulgar este Workshop: http://www.cada1.net/?p=104 [Link atualizado]

Via Arena

O que existe entre as letras?

Skecth TypeSpacing em ação

“Imaginem que o espaço que fica entre as letras armazena uma certa quantidade de água…”

Foi mais ou menos assim que, no ano passado, o Type Designer Rui Abreu descreveu a forma como encara o espaço que se deve deixar entre as diferentes formas interiores e exteriores das letras. Estes espaços devem armazenar sensivelmente a mesma quantidade “de água” para atingir um desenho equilibrado e regular. É uma metáfora bastante comum no desenvolvimento de Type Design, mas talvez seja uma das mais importantes durante o processo de desenho.

Hoje, durante a aula de Type Design no DeCA, como exemplo da aplicação da teoria da frente [0], mostrei o segmento do vídeo onde o Rui demonstra [matematicamente] esta abordagem [1]. Acompanhei a explicação com um slide onde demonstro a mesma ideia com pequenos círculos a simular “a água”.

No entanto, desde o ano passado que tenho a vontade de fazer uma pequena aplicação para melhor demonstrar este conceito. Semelhante à do Rui, mas que fizesse a transição do exemplo que mostro como demonstração da abordagem de Noordzij para os slides da sessão onde se exemplifica estes conceitos com letras reais. A ideia foi “ficando na gaveta”…

Entretanto, o Shiffman desenvolveu a biblioteca PBox2D… e a ideia começou a tomar forma! O resultado? Estive uma série de horas de volta do Processing durante a preparação dos slides da aula. Embora não tenha conseguido acabar o sketch para mostrar durante a sessão, decidi gastar mais um par de horas para o acabar ontem à noite (ou deverei dizer hoje de madrugada?)

Este é um primeiro estudo interativo da explicação. Ainda faltam algumas funcionalidades como a contagem de círculos, ou a manipulação do espaço de forma mais interativa. Mas acho que já dá para perceber as relações de espaçamento entre diferentes formas tipográficas…

Em última análise, foi uma oportunidade para finalmente experimentar a biblioteca PBox2D à qual Shiffman está a dedicar um capítulo do seu novo livro! É mais simples do que pensava ;)

Deixem-me um comentário se tiverem ideias ou sugestões (para acabar, ou completar a aplicação…)

Notas:

[0] A teoria da frente, ou da face (“front”) de Gerrit Noordzij.

[1] Aproximadamente dos 28′ aos 30′ do vídeo.

Links do dia: alguém tem 200$?

Video do Written Images no KickStarter

Um verdadeiro objeto de desejo para os artistas e para os fãs de arte digital: https://www.kickstarter.com/projects/deffekt/written-images. Depois de comprar o DVD Making Faces com o falecido Jim Rimmer, da P22, e de me tornar um backer do livro Nature of Code do Daniel Shiffman, acho que não posso perder mais a cabeça este mês… mas lá que é um objeto de desejo, lá isso é!

Frame de "Um dia feito de vidro..."

O futuro próximo? Os alunos riem-se sempre quando digo que o frigorífico deles, um dia destes, vai ter mais poder de processamento do que os computadores deles… parece que a Corning está a trabalhar para isso: http://www.youtube.com/watch?v=6Cf7IL_eZ38

Links do dia: 7 Milhões

7 Milhões por National Geographic

Como se não bastasse andar de comboio (muitas vezes cheio), este vídeo da National Geographic relembrou-me de forma deprimente quão complexo pode ser o mundo… Acho que nunca estamos preparados para ver estes números, mesmo depois de ler o “You Are Here” de Christopher Potter. Uma infografia animada excelente! Via ILT.

Pormenor da página do Guardian Online

Branding sobre Branding, ou Naomi Klein, sobre Naomi Klein? De qualquer forma é sempre uma leitura muito perspicaz sobre os meandros retorcidos da sociedade actual: http://www.guardian.co.uk/books/2010/jan/16/naomi-klein-branding-obama-america/print. Via email da Catarina C.

Documentário sobre o Arduino no Vimeo

Mudando da sociedade para a tecnologia, aqui vai um documentário sobre o desenvolvimento do Arduino. Nasceu de um projecto académico individual (Wiring) e já mereceu o reconhecimento mundial dos criadores e artistas de variadas áreas. Ainda não acabei de o ver, mas fiquei agarrado aos primeiros 5 minutos! Já está no iPhone, e, na altura em que este post sair, já devo ter acabado de o ver. Merece ser visto, especialmente pelos artistas digitais e programadores ;) Realmente inspirador. Via @mbanzi.

Optical Margin Alignment no InDesign

Por fim, como alinhar opticamente a pontuação no InDesign—este não é tanto um link como uma referência, e quase que merece um post por si só…

Na última Computer Arts (nº 183), vem uma pequena peça sobre tipografia com InDesign escrita por Jo Gulliver (p. 68), que quase descartei—normalmente estas peças são bastante superficiais e passo-as à frente com um grunhido de superioridade e desdém… Desta vez, li superficialmente e quase que me passei quando vi explicado uma técnica de “pendurar” opticamente a pontuação fora das margens das colunas.

Apesar de saber que estava por lá, nunca mais a usei desde o tempo em que larguei o Freehand—a famosa opção de “Hanging Puctuation”. Pois bem, a verdade é que já me tem feito falta, mas a pressa e a pressão de ter as coisas prontas a tempo acaba sempre por se sobrepor… não é tão simples como no Freehand, mas temos maior controlo no InDesign (err… duh!?). Basta navegar até ao painel Type & Tables > Story. Depois, com o texto, ou a frame seleccionada, activar a opção Optical Margin Alignment e configurar a compensação relativa ao corpo que queremos utilizar—o que é óptimo para quando queremos fazer destaques ou citações com aquelas “modinhas” de inserir aspas gigantes. De qualquer forma, é rápido, fácil e mais poderoso do que no Freehand!

Arte e Artistas Digitais

Se tivesse que escolher um livro para falar sobre Arte Digital, actualmente escolhia este: Digital Art de Wolf Lieser. Este pequeno grande livro abarca quase todos, ou diria mesmo todos os artistas digitais importantes desde a década de 1960 até aos dias de hoje.

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AS2, Python, Processing, Lingo, AS3, Java, ou C++?

Parece uma frase em código, certo? Mas, normalmente, esta é uma das perguntas que surge sempre que se fala de um artista ou de um designer aprender a programar… afinal qual é a melhor linguagem ou programa que podemos utilizar para começar a programar?

Há uns dias, estive a ver a conferência do Ricardo Lafuente no Libre Graphics Meeting. Ele, e de certa forma a Ana Carvalho também, passam brevemente por este tópico (que já temos tido oportunidade de discutir). É sempre uma questão complicada. Para o Lafuente, o ShoeBot é a aplicação de eleição. Percebo e subscrevo, até certo ponto. Mas não partilho completamente a opinião dele. É preciso fazer uma escolha ponderada.

A minha resposta prende-se sempre com os objectivos a alcançar…

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