Bumptop

(Desktop com o Bumptop a correr)

Como prometido há umas semanas atrás, estive (finalmente!) a experimentar a nova metáfora para as interfaces digitais – o Bumptop. Já há um ano que os autores prometem uma revolução e a verdade é que esta versão beta, apesar de lenta é muito interessante de utilizar.

(Splash Screen)

Em nota positiva, fica o cumprimento das promessas que anunciaram:

  • Metáfora da interface física;
  • Fluidez (depois de iniciado);
  • Componente “lúdica” da utilização;
  • Simplicidade;

Por outro lado, ainda há diversos pormenores que têm que corrigir:

  • A lentidão do arranque e cache dos ficheiros;
  • A obrigatoriedade do .Net, que exige o Dowload de 168MB e instalação demorada… (no caso do meu computador);
  • A carga dada ao processador, que, mal o comecei a correr, desatou a “bufar”… curiosamente, só apontava 31MB de uso na memória, mas…

(Bump de uma pasta de imagens)

Também quero apontar a nota que a qualquer pasta se pode fazer “bump” iniciando a interacção física com os objectos lá dentro. Não consigo colocar isto nem em notas positivas, nem em negativas porque é um aspecto da funcionalidade que, sozinho, é muito interessante, mas em navegação tipo “explorer/finder” rapidamente se torna estranho pois alternamos entre a UI do Windows e do BumpTop… creio que a integração (total?) com o Sistema Operativo ainda tem que ser resolvida.

(Navegando em pilhas)

Enfim. Confesso que também só estive a utiliza-lo durante cerca de 10 mins. Experimentei as acções que demonstram no site e, para quem tem um tablet ou uma Cintiq, é uma experiência obrigatória!

Definitivamente, para quem está na área do Design de Interfaces ou da Interacção Homem-Máquina é uma referência a manter debaixo de olho. Não o desinstalei… vai ficar aqui à espera de uma nova oportunidade mais séria.

Author: Pedro Amado

Professor Auxiliar na Universidade de Aveiro a leccionar Design de Interação

2 thoughts on “Bumptop”

  1. Acho que nesta questão de simulação tri-dimensional numa interface que é apresentada ainda de forma bi-dimensional (através de um monitor) é uma questão que precisa de se recordar com a lição de Picasso: perspectiva e tri-dimensional no desenho é falso, é um engano do olho: ao trabalhar num meio bi-dimensional, nunca se poderá realmente demonstrar profundidade, apenas enganar o olhar e a mente para pensar que o está a fazer.

    É assim que sinto em relação a estas simulações de interacção tri-dimensional: continua a ser um engano do olho e da mente! É giro para experimentar, mas não será o modo ideal de interagir com um sistema que vive (ainda) da bi-dimensionalidade.

  2. Bem observado. No entanto, como a maior parte das simulações digitais, não devemos menosprezar o poder imersivo da experiência de utilização do BumpTop.

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