Dino dos Santos @ IPCA

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Na próxima 5ª feira (amanhã), pelas 14.00 no IPCA, uma conversa “num registo ainda mais informal com o type designer” Dino dos Santos, tal como divulgado no e-mail do Prof. Cláudio F.

Não me parece um exagero afirmar qu, neste momento, o Dino dos Santos (http://dstype.com) talvez seja o type designer mais importante em Portugal. Temos que considerar que esta é uma área pequena, e não estou a desmerecer o trabalho do Ricardo Santos, do Mário Feliciano, ou muito menos do Rui Abreu, muito pelo contrário. A verdade é que o trabalho  desenvolvido por Dino tem sido alvo de muita visibilidade.

Para além da sua actividade profissional, Dino dos Santos coordena e lecciona na Pós-graduação de Tipografia da ESAD, a qual tem trazido uma série de nomes importantes a Matosinhos. Por isso, para quem não pode assistir às aulas que lecciona, ou ver o trabalho de investigação que tem desenvolvido (como a apresentação da Andrade @ ATypI 2006, ou o trabalho de desenvolvimento da Prelo @ OFFF 2008) aqui fica uma oportunidade de ouro!

[UPDATE]

A conferência, ou melhor, a conversa em tom informal correu muito bem. Aliás, o Dino “desvendou” muitos dos seus “segredos” profissionais e explicou algumas operações implicadas na sua actividade profissional de Type Designer. Enquanto apresentação optou por uma “tábua rasa” [de] mostrando tudo o que se passava no seu computador (abrindo projectos passados no Fontlab, mostrando imagens de referência, testes, ou mesmo projectos em curso) fomentando a interacção com os alunos. Deixou-nos esclarecidos porque desenha habitualmente o “a” enquanto primeiro caracter no desenvolvimento de uma fonte – “é uma das letras mais utilizadas em todos os alfabetos […] e apresenta a maior parte das características [sistematização dos parâmetros da fonte] a desenvolver no desenho”.

Dino_dos_Santos_IPCA

Enquanto desenho, explica que o faz em todo lado, mas que o papel enquanto suporte em si não lhe diz muito. Aliás, explica que o suporte foi variando durante os tempos e que o suporte digital é só mais uma forma de perpetuar a actividade de uma forma muito fiel: Tipos de Chumbo > Desenho/Corte em Metal; Tipos em Madeira > Desenho/Corte em Madeira; Tipos em Filme, etc. Após estabelecer as lógicas inerentes ao desenho acaba por eliminar o papel totalmente do desenho.

Mas a actividade enquanto desenhador é complexa. Compensa mas é preciso haver uma dedicação/paixão total. É da opinião que só devemos enveredar pelo Type Design se o fizermos por motivação pessoal e não por viabilidade comercial. Até porque sabemos que, às vezes, é difícil explicarmos aos nossos pais o que é que fazemos enquanto Designers. Dino deixou perto do fim uma variante desta anedota, contando que já desistiu de explicar o que faz. Se, por um lado o secretismo/exotismo envolvido na complexa e incompreendida profissão atrai quem pergunta, é certo que a resposta garante um bocejo, ou pior!

Author: Pedro Amado

Professor Auxiliar na Universidade de Aveiro a leccionar Design de Interação

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