O Investimento Cultural

Ciclo de Debates “2010 – O Investimento Cultural”
Dias 9, 16 e 23 de Janeiro, com início pelas 16H00, no Espaço Campanha.
Mais informação: ciclodedebates2010.tumblr.com

Via Carlitos L. (AKA Lima) e GAE.

Nem a propósito! Ando a tentar acabar de ler o livro “O mundo é plano: Uma história breve do séc. XXI” de Thomas Friedman.

The World Is Flat 3.0 (@ Amazon) Na realidade estou a ler a versão actualizada e ampliada, vulgo 2.0, de 2006 e cuja capa é bem mais feia…

E diga-se de passagem que, de breve, só tem o título.

De qualquer forma, acabei de ler precisamente ontem à noite o capítulo que se refere a este tema: Capítulo VII – O ingrediente certo.

A ideia de Friedman resume-se ao investimento na variedade e adaptação dos currículos universitários como um (?) dos investimentos mais acertados nas sociedades transversais actualmente. Um investimento a fazer, tendo em vista a evolução e a manutenção das competências profissionais da população e da criação de empregos disponíveis no país.

Enfim… dito assim até parece redutor, é preciso ler os diferentes capítulos que o precedem para compreender melhor. É claro que podem pesquisar quem o já tenha lido e comentado, como por exemplo aqui.

Até aqui tem sido óptimo, porque, para além das insónias que me dá (mais um post de madrugada), finalmente algo fez “clique” na minha cabeça – acabo de perceber a importância da proposta de reformulação de Bolonha. Particularmente a dos cursos de Design e Artes a que assisti enquanto estava nas FBAUP e, acima de tudo, percebo melhor a orientação do curso de NTC em Aveiro onde estou inserido.

Custou, mas finalmente percebo o contexto a articulação de competências (algo que no livro é descrito como os threads de um currículo académico) e acredito que é, cada vez mais, um curso muito competitivo com a capacidade de formar os alunos com as competências necessárias para o século XXI.

[Update após TrueBlood] Ainda há pouco acabei mais um capítulo, onde a ideia principal é a articulação entre competitividade e motivação – aos poucos, os EUA estão a perder a hegemonia da criatividade e número de patentes registadas para a China e Índia (onde a ambição é maior) entre outras economias emergentes. Um factor que, daqui a ~10 anos, pode revelar-se na perda da “liderança da criatividade” mundial. Creio que, o forte estimulo do ensino de artes e de formas diferentes de ensino (como os processos criativos de design) deve cada vez mais ser uma aposta dos currículos académicos e da agenda de investimento do(s) governos(s). Não sou o único…

(as insónias dão-me para isto…)

Mas chega de auto-promoção da Universidade de Aveiro e da promoção do livro do Friedman. Este post é para divulgar as conferências, cujo tema, apenas pelo tema, títulos e  pelos oradores, promete um debate aceso e multidisciplinar onde espero que se abordem estes temas. Não sei se dará para estar presente (este fim-de-semana é para outras pesquisas mais viradas para a avaliação de comunidades online…).

Mais pormenores sobre os eventos:

Local: Espaço Campanha

Rua Pinto Bessa 122 – Armazém 4. (atrás do BANIF)  4300-472 Porto
Tel: 912897580
Mail: linha1@plataformacampanha.com

Patente: Janeiro de 2010
Horários: de 6ª feira a Sábado das 15H às 20H

Programa:
9 de Janeiro, às 16H00 – Produção Artística, as questões de Mercado
16 de Janeiro, às 16H00 – Clusters Criativos, experiências e expectativas
23 de Janeiro, às 16H00 – Bonfim/Campanhã, um universo particular?

Entidade promotora: Estrutura

Entrada: livre
Mais informação: ciclodedebates2010.tumblr.com

Produção: Estrutura
Design: Estrutura

Organização: Estrutura (Carlos Lima, Fernando Almeida, Henrique Richard, José Peneda, Marco Fidalgo, Ofélia Ferreira, Pedro Barbosa)
Mail: estruturasete@gmail.com
Tel: 966 318 325 / 934 111 708

http://ciclodedebates2010.tumblr.com/post/319766673
http://ciclodedebates2010.tumblr.com/post/319766248

Author: Pedro Amado

Professor Auxiliar na Universidade de Aveiro a leccionar Design de Interação

3 thoughts on “O Investimento Cultural”

  1. Não há nada como um par de insónias para ler metade do livro… (confesso que entre pausas e empréstimos, já o estou a ler há mais de um ano…)

    A parte fixe é que, como o livro tem uma estrutura em secções bem definidas, dá para ir lendo aos poucos.

    O que é difícil é mesmo a primeira parte onde define os 10 acontecimentos que tornaram o mundo plano… isso é que convém ler “de enfiada”.

    De resto, recomendo… estou completamente obcecado!

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