Mestrado em Comunicação Multimédia (UA)

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Estudo de protótipo de ferramenta de desenho digital (pormenor do meu doutoramento)

Acrescentei há alguns anos a formação em investigação e desenvolvimento de autoria Multimédia às minhas competências de base em Design de Comunicação. Um pouco como Siang refere neste artigo, através do Mestrado em Arte Multimédia que tirei na FBAUP.

Hoje, a escolha é difícil, mas (para resumir este artigo a uma frase) recomendo vivamente o (nosso) Mestrado em Comunicação Multimédia (MCMM) do Departamento de Comunicação e Arte.

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Sinopses de 3 linhas perfeitas

"Fardos de palha" © Wernher Krutein, photovalet.com/64360
“Fardos de palha” © Wernher Krutein, photovalet.com/64360

Há umas semanas atrás, tive que recolher e organizar informações sobre trabalhos de alunos de anos passados (uma frase descritiva, umas palavras-chave e um vídeo/imagem). Não era uma tarefa complicada — bastou abrir um disco de backups antigo —, mas rapidamente se transformou numa tarefa demorada. Continue reading “Sinopses de 3 linhas perfeitas”

MOOC: conferência com Miguel Gea

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Pormenor do cartaz de divulgação

 

Na próxima 4ªfeira, dia 27 de maio, às 16:30, no anfiteatro 23.1.6., o Prof Miguel Gea, da Universidad de Granada, vai estar na UA a dar uma palestra: “MOOC: da teoria à prática”.

Os MOOC são uma tendência (educativa/social) que tenho mantido debaixo de olhos nos últimos 3, ou 4 anos. Especialmente por causa das estratégias de participação que são implementadas para os promover e monitorizar as atividades, participação e conclusão / sucesso de atividades. Têm sido alvo de um crescimento nos últimos anos (em visibilidade, em adesão), mas que não tenho visto grande sucesso na adoção por parte de instituições de ensino tradicionais.

Os primeiros MOOC que subscrevi foram os do MIT [Open Course Ware]. Os mais recentes, os do Skillshare. escusado será dizer, que, a minha taxa de envolvimento tem sido muito abaixo do esperado. Até porque, pelo meio, sigo podcasts, tutoriais, newsletters e cursos do iTunes U que andam à volta da aprendizagem de disciplinas do Interaction Design à Tipografia.  E tudo o que ouço sobre as práticas implementadas levam a crer que esta é uma área de ação (difícil, mas) que pode ser uma peça fulcral no futuro da educação.

Por isso, se estiverem por perto, apareçam na próxima quarta-feira na UA. Estou expectante para ver as práticas, conselhos e estratégias para implementar, organizar e sustentar a participação de MOOCs bem sucedidos.

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Museus 2.0, outra vez

https://www.scribd.com/doc/262170473/Museus-2-0-Estrategias-de-Colaboracao-em-Instituicoes-Artisticas-e-Culturais
Museus 2.0: Estratégias de Colaboração em Instituições Artísticas e Culturais

Ainda sobre este tópico — Museus 2.0 — hoje tive a oportunidade de participar numa aula aberta do Mestrado em Design, aqui na Universidade de Aveiro. Fui convidado para participar numa discussão sobre legibilidade [já prometi escrever mais sobre este tópico] a propósito do projeto / dissertação da Alexandra Guedes (sob orientação da Prof.ª Joana Quental).

Acabei por ficar para as restantes apresentações. Uma delas, a última, foi sobre a dinamização de uma experiência museológica / rede de museus. Isto fez-me lembrar várias coisas que nunca partilhei aqui no blogue e que acho que é a altura ideal:

  1. Escrevi um ensaio que nunca publiquei sobre isto, no ano curricular do doutoramento, na disciplina de Novos Paradigmas do Prof. Fernando Ramos. Deixo a apresentação (acima) e o rascunho do artigo no Scribd (mais tarde no Academia também);
  2. Lembrei-me que isto é, de forma tangencial, o tema do doutoramento do Daniel BrandãoMuseu do Resgate —, que vai dar cartas na próxima TEDx Porto!
  3. O aluno em causa também quer desenvolver uma aplicação móvel para dinamizar a experiência museológica. Isto é basicamente o doutoramento do (meu amigo e colega aqui no departamento) Prof. Pedro Beça.

Foi uma manhã muito interessante. Deixo aqui o meu agradecimento público ao Prof. Nuno Dias e à aluna Alexandra Guedes que me fez o convite.

5ET: Dia 2

Vista matinal do hotel de Laúndos
Vista matinal do segundo dia a partir da varanda do hotel em Laúndos

O segundo dia da conferência fez jus ao primeiro, cujo eco ainda se fazia sentir nas nossas mentes e espíritos. Foi um dia que amanheceu resplandecente, recheado de comunicações e de keynotes que inspiraram e impressionaram. No entanto, apesar do cansaço do dia anterior —notório na audiência—, a elevada assistência de pessoas no auditório impressionou!

No espírito dos artigos anteriores [sobre o workshop e sobre o primeiro dia], segue-se um artigo enorme que resume o dia e coleciona as notas dispersas sobre o segundo dia do 5º Encontro de Tipografia:

  • Painel AtypI;
  • Painel de Comunicações
  • Keynote de Gerry Leonidas
  • Painel de Comunicações da tarde
  • Keynote de Dave Crossland
  • Notas finais

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5ET: Dia 1

Pequeno passeio pelo campus no intervalo do almoço do 5ET
Pequeno passeio pelo campus no intervalo do almoço do 5ET

O primeiro dia de conferências do 5º Encontro de Tipografia começou radioso. O tempo estava ótimo—um dia de inverno frio, mas cheio de sol—, o que é raro nesta altura do ano. Chegados ao CI&D, dirigimo-nos à receção, onde fomos prontamente acolhidos. Encontramos amigos, colegas e conhecidos, como o Vítor Quelhas, o Dino dos Santos e o Pedro Leal, o Luís Moreira, e o Yves Peters. Tive finalmente a oportunidade de conhecer a Tiffany Wardle pessoalmente (apesar de já termos interagido muito online, nunca nos tínhamos cruzado). Apresentados e instalados, fomos conversar um pouco, enquanto o Miguel Sousa preparava a conferência no auditório.

Confesso que estava um pouco ansioso, porque o dia estava recheado de boas apresentações (como tive oportunidade de referir anteriormente) e ainda havia muito trabalho pela frente (como, por exemplo, acabar de preparar o painel Ligatures com a Tiffany, e a comunicação da ATypI). Eventualmente, fomos para o auditório, onde o Miguel já tinha iniciado o seu keynote.

Esta entrada resume, basicamente:

  • o keynote do Miguel Sousa;
  • o painel de comunicações;
  • e o painel de discussão Ligatures, (a discussão dos convidados e contributos do público) do primeiro dia da conferência.

Sem mais demoras…

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UX+HCI Open Seminars: Bieke Zaman

Bieke Zaman @ UA
Bieke Zaman @ UA

Hoje à tarde (quarta-feira, dia 30), no âmbito do Mestrado em Comunicação Multimédia, a investigadora Bieke Zaman, da Universidade K.U. Leuven da Bélgica apresentou uma conferência com o título: From Human Computer Interaction to Player-Computer Interaction: The evolution of HCI and games research. Para além de uma presença muito simpática, a conferência foi bastante interativa e o tempo passou a voar…

[update: não percam a conferência de David Geerts, hoje, quinta-feira dia 30 à tarde. Até porque não sei se vai ser possível haver um stream como ontem]

A conferência começou com uma breve incursão (interativa com o público) sobre as (noções e) definições de Human-Computer Interaction (HCI) e User Experience (UX). No final, acabou um pouco mais curta do que esperava (passando apenas brevemente nas estratégias de gamification).

Mas a conferência não deixou de impressionar. Para além de um rescaldo dos principais conceitos, Zaman brindou-nos com uma abordagem muito interessante à reflexão sobre as últimas décadas de Design de Interação e sobre as abordagens de Design Participativo.

Como a imagem deste artigo revela (num breve pormenor), Bieke apresentou um diagrama (desenvolvido por ela) sobre a  evolução do conceito, investigação e desenvolvimento sobre HCI ao longo dos últimos 30 anos.

Organizou esta noção através de uma framework que organiza as áreas de interesse/de investigação que se envolveram com o HCI em três vagas (do original waves). Áreas como as Ciências Cognitivas (denominada de Primeira Vaga) através das experiências controladas em laboratórios de interação. Seguindo-se (e acrescentando) as Ciências Sociais (a Segunda Vaga) através de métodos etnográficos e da fenomenologia. E por fim (disse Bieke, em tom de interrogação), destaca o envolvimento das Artes e Humanidades neste domínio (a Terceira Vaga), através dos estudos críticos e da interpretação.

[The i]ncreasing importance of aesthetics in technology.

Um dos primeiros aspetos que é interessante observar nesta framework, é a alteração da da importância e do envolvimento das ciências humanas e sociais, e das artes e design, no desenvolvimento e estudo de soluções de HCI. E no final da apresentação da framework deixou em tom de provocação:

What will be the 4th pillar, the 4th wave?

Outro aspeto que se destacou no discurso e apresentação de Zaman, foi a passagem da observação em laboratório para os métodos mais contextuais, de observação situada e da importância do envolvimento dos utilizadores finais no processo de desenho e desenvolvimento da soluções—abordagens de User-Centered Design e de Participatory Design. No entanto, a autora denotou uma definição muito particular desta abordagem. Se as minhas notas não me atraiçoam (por favor confirmem nos artigos dela), Bieke considera esta abordagem da seguinte forma:

Participatory Design, as involving users in Design. It’s more like a moral stance in order to empower the people for whom you are designing for…

Apesar de estar fora do contexto, e de ela realçar a crescente importância de envolver os utilizadores finais (e todos os stakeholders) no processo, Bieke denota que o processo de participação deve ser gerido com cuidado. Consiste mais numa abordagem moral e social do que propriamente uma forma de verdadeiro co-design. Isto é, os participantes não vão todos desenhar. Mas o seu input é valioso para a definição e construção do desenho: “Empower in order ot facilitate knowledge creation… It’s really complex”

Não é um processo fácil. Aliás, Bieke destacou isto várias vezes. Não é fácil!

In theory it’s wonderful. In practice it’s difficult. It is really difficult. But it’s not because it’s difficult that we should avoid it.

Ela admite que o processo participativo é difícil, ou virtualmente impossível quando se envolve todos os stakeholders—é impossível envolve-los e acolher a participação de todos de forma positiva.

Na segunda parte deu mais enfoque na layer atual de Gamification para abrir o tópico de “What’s Next?…”

A direção que Bieke imprimiu à conferência é que o tempo do estudo da interação Humano-Computador já passou das máquinas, para a camada de interação social—o que é que nós, pessoas, podemos fazer com as máquinas. Citando e desafiando-nos todos a ver a conferência da TED de Jane McGonigal, sobre como é que podemos usar a tecnologia para resolver os problemas reais do mundo?

How can we design for a more meaningful interaction, achieving a positive… in people’s lives

Terminou a conferência com um excerto de um vídeo ainda neste tópico—Connecting (disponível no Vimeo)

Portanto, resumindo a experiência, para além de um par de horas muito bem passadas (em boa companhia de uma audiência porreira!) Zaman deixou-nos a pensar sobre como e sobre o que devemos valorizar no estudo de HCI dos próximos 4, 8 anos. Isto é, tal como Jason Pamental referiu (numa outra conferência), nos últimos jogos Olimpicos não havia o iPad. E nos anteriores não havia o iPhone… hoje já temos iWatch[es]… o que é que vai aparecer [e mudar tudo] nos próximos jogos olímpicos? A que é que devemos prestar atenção e valorizar?

Eu sei que o meu telefone já tem mais um par de vídeos para ver assim que puder…


Notas finais:

As citações podem não corresponder ipsis verbis ao discurso de Bieke. Não se trata de livre adaptação, mas sim, apenas da falta de velocidade para tirar notas (tenho cada vez mais dificuldade em fazer multitasking…). Consultem o registo do stream no canal do Mestrado em Comunicação Multimédia: http://www.livestream.com/mcmm

Cartaz da conferência: http://www.slideshare.net/slideshow/embed_code/40776821)