Resumo do workshop de Desenho Colaborativo no 5ET

Julien Priez a inciar a sua apresentação no Workshop de desenho colaborativo
Julien Priez a inciar a sua apresentação no Workshop de desenho colaborativo

A história do workshop de Desenho Colaborativo começou muitos meses antes da conferência. O que se descreve nesta entrada foi o processo de desenvolvimento do workshop, como decorreu e foi conduzido. Uma breve nota para os mais impacientes: os slides dos resultados aparecem no final ;)

Como tudo aconteceu

No final de 2013 (ou terá sido no início de 2014?), a Catarina Silva (organizadora da conferência) perguntou-se se estaria disponível e interessado em realizar uma atividade no âmbito da conferência. Como já me conhecia, imagino que, na altura, estivesse à procura de algo sobre software (livre como o Fontforge), ou sobre participação e interação online (no âmbito do meu doutoramento). Claro que disse que sim, que faria qualquer coisa nesse âmbito.

O tempo passou, e entretanto tive que fechar e defender o doutoramento (finalmente!). A organização assegurou outros dois workshops, sendo que um deles ia ser com o Dave Crosland, com a Joana Correia—dois designers que muito admiro e dos quais já participei em workshops—, e com o Natanael Gama—um jovem Type Designer português que sigo desde o kickstart da Exo. Isto eliminou a ideia de repetir um workshop com o Fontforge. Quer dizer, não ia “competir” com designers mais experientes do que eu, “diluindo” as ofertas da conferência!

Website (atual) da Fontyou.com
Website (atual) da Fontyou.com

A dada altura, o Jorge Pereira (da organização da conferência) colocou-me em contacto com a Fontyou. E, de repente, tudo fez sentido. Lembro-me de ter conhecido o Nicolas Boudriot e o Gregori Vincens num jantar da conferência da ATypI de 2013 em Amesterdão. Lá expliquei-lhes o meu trabalho e eles retribuíram explicando como a Fontyou estava organizada—uma startup-foundry com uma forte vertente de colaboração presencial e à distância. Houve ume empatia imediata, mas com o passar do tempo, perdemos o contacto… Esta foi uma nova oportunidade de explorar as afinidades que havia entre nós. Sendo uma empresa principalmente te assente na Web…

Design Studio Method, de Todd Zaki Warfel @ Vimeo
Design Studio Method, de Todd Zaki Warfel @ Vimeo

Entra a Metodologia Ágil

Percebi que devíamos tentar uma abordagem que cruzasse as nossas áreas de trabalho e investigação. Foi assim que, tal como tenho vindo a adotar no âmbito das atividades letivas em Aveiro, surgiu a ideia de adaptar a metodologia ágil (Agile Methodology), vulgarmente utilizada no âmbito do desenvolvimento de software e soluções para a Web. E aplicá-la à sincronização do trabalho em grupo do workshop—obter o desenho completo de um tipo de letra. Isto porque, nos workshops que tenho conduzido e participado, a etapa de ideação é sempre uma tarefa custosa e [demasiado] demorada. Quis mudar isto desta vez.

Normalmente o desenho de um tipo de letra é uma atividade que depende maioritariamente de um designer ou diretor de arte. O objetivo aqui foi introduzir os participantes a técnicas de colaboração para: (a) gerar e sincronizar ideias; (b) colaborar na produção simultânea. E Assim, acelerar o processo de produção de um objeto através da harmonização da equipa. Uma hora de trabalho, de repente, pode significar produzir 3 a 4 vezes mais trabalho. Normalmente as abordagens ágeis, utilizam sprints de cerca de 1 semana (como a abordagem Lean utilizada pela Google Ventures), ou mesmo entre duas semanas a um mês (como a metodologia SCRUM). Nós… bom, nós tínhamos 7 horas! ;)

Utilizámos o Design Studio Method, uma adaptação da metodologia ágil proposta por Todd Zaki Warfell (imagem acima), juntamente com um par de ideias adaptadas da de alguns livros de Agile, como o Agile Experience Design: A Digital Designer’s Guide to Agile, Lean, and Continuous (Ratcliffe, & McNeill, 2012), The Art of Agile Development (Shore, & Warden, 2008), ou o The Art of Lean Software Development (Hibbs, Jewett, & Sullivan, 2009).

Já tive oportunidade de descrever os objetivos e metodologia numa entrada anterior, por isso não me vou alargar. Digamos apenas que o meu comparsa no crime, o Julien Priez da Fontyou—o principal cético desta abordagem extrema—, de manhã disse-me: “vamos com calma, se não fizermos uma fonte não há problema…”. Mas ao almoço já dizia entusiasmado:

Vamos fazer 5 fontes!

E assim foi. Bom, na realidade não ficaram prontas 5 fontes, mas já explico melhor.

Vista do Hotel S. Félix, do cimo de Laúndos
Vista do Hotel S. Félix, do cimo de Laúndos.

A estadia

Ficámos instalados num Hotel espetacular—o Hotel de S. Félix—, no cimo de um monte em Laúndos. Via-se a Sacor (Matosinhos), a Póvoa, o mar e a praia e as montanhas para o interior e para o Norte. Quase até Barcelos. Dizia o meu companheiro no crime: ”isto parece um hotel de um filme do [James] Bond”. Pudemos gozar da companhia do Dave, do Natanael, do Miguel, do Gerry e da Tiffany que também acabaram por lá ficar. Recomendo vivamente a paragem por lá, se viajarem pelo Norte. A viagem para o IPCA [de carro] era rápida e, embora significasse um esforço adicional, valeu a pena.

(Julien na) Entrada do CI&D, no IPCA (Barcelos)
(Julien na) Entrada do CI&D, no IPCA (Barcelos)

As instalações do Workshop e da Conferência

Ainda não conhecia o Centro de Investigação e Desenvolvimento do IPCA (CI&D). Só posso dizer que fiquei impressionado, não só com o pavilhão (uma mini FEUP), mas essencialmente com o Laboratório de Jogos Digitais (que nos foi apresentado pelo Pedro Mota Teixeira e pela Paula Tavares no primeiro dia da conferência). No entanto, foi principalmente com o Auditório que fiquei completamente rendido a este campus—confortável, com bom som, boa iluminação, e Wi-Fi decente. Mas tenho que admitir que o que mais me agradou foi ter tomadas disponíveis para toda a gente durante a conferência!

Mini FEUP ;)
Mini FEUP ;)

Mas estou a divagar… voltando ao workshop, a sala onde trabalhámos também estava bem equipada. E a equipa da organização (professores e alunos) foram impecáveis em garantir toda a logística. A tempo e horas

Sala do workshop com projetor, computador pessoais, impressora laser, papeis canetas,…
Sala do workshop com projetor, computador pessoais, impressora laser, papeis canetas,…

O workshop arrancou com uma breve apresentação dos objetivos, da metodologia e da Fontyou. [Auto] organizados em equipas, o Julien distribuiu uma versão editável de uma fonte dele— a Rotown FY—, eu distribuí os materiais (marcadores Paper Mate pretos, vermelhos, verdes, azuis, e papel), e arrancámos com os sprints.

Imagem promocional da fonte Rotown FY no MyFonts
Imagem promocional da fonte Rotown FY no MyFonts

Originalmente tinha planeado fornecer um par de cenários para que os participantes escolhessem (uma vez que não tínhamos um “cliente” real que nos fornecesse esse cenário—a falha da aplicação desta abordagem). Mas, de véspera, com o Julien decidimos “abrir” as opções para que eles escolhessem o que queriam fazer—teriam que fazer alterações a fonte de estilo (serifas, p. ex.); contraste, peso, largura, o que quisessem. Desde que mantivessem as caraterísticas da Rotown, mas criando uma nova variante. E arrancamos com os sprints… ah, já mencionei que cada sprint durava apenas 5 minutos? ;)

Diagrama dos sprints para o Workshop
Diagrama dos sprints para o Workshop

Leiam aqui uma breve descrição do plano de trabalho: https://pedamado.wordpress.com/2014/11/24/collaborative-type-workshop-com-julien-priez-fontyou/

Alguns dos participantes a desenhar ideias
Alguns dos participantes a desenhar ideias

Os primeiros dois sprints (S1 e S2) decorreram como previsto. Enquanto sprintmaster, não posso dizer que fui muito rigoroso, nem muito exigente no início. O ambiente estava agradável e pareceu-me que os participantes estavam a gostar do feedback e das interação, principalmente com o Julien.

Julien a comentar os desenhos iniciais
Julien a comentar os desenhos iniciais

Na primeira fase—ideação—, os desenhos foram muitos, e as avaliações interpares também. Decorridos três rondas, passámos à síntese e apresentação de resultados de cada grupo. Foi aqui, na primeira síntese de grupo, que decorreu a parte mais interessante —para além dos vários estilos presentes, o Julien brindou-nos dicas muito interessantes sobre o espaço negativo e proporção das letras, fruto da sua experiência académica e profissional na Fontyou.

Síntese de resultados e comentários ao primeiro sprint (S1)
Síntese de resultados e comentários ao primeiro sprint (S1)

Passado apenas pouco mais de uma hora e de um coffe break com mooontes de açúcar (!), passámos à fase de afinação das caraterísticas das letras a desenhar. Nesta fase já os grupos tinham sincronizado as ideias e estavam a trabalhar nos pormenores e nas características que iriam definir o novo tipo. Isto mostrou que esta abordagem facilita realmente esta primeira fase de criar novas ideias. Afinadas as características de cada grupo, fez-se uma nova síntese e avaliação. E saímos para o almoço, para pensar e organizar o trabalho da parte da tarde.

Uma versão "fat" da Rotown desenvolvida por um dos grupos
Uma versão “fat” de alto contraste da Rotown, em desenvolvimento por um dos grupos

Foi aqui que decidimos não escolher e desenvolver apenas uma fonte, mas sim, avançar com uma fonte por cada equipa. Na altura fiquei um bocado reticente em mudar o plano, mas a verdade é que funcionou. Voltados à sala, e depois de um crash course em Glyphs (explicámos apenas os filtros de carateres e os principais atalhos para o desenho vetorial), convidamos todos os participantes a fazerem a palavra “adhesion”, ou outra palavra de teste desde que tivesse um “n” ou “h” para definir a proporção central e largura dos carateres, as hastes, e a altura-x (e, no caso do “h”, as ascendentes). Um “o”, ou “e” para as barrigas e olhos.

Após uma avaliação intercalar do S3, havia quem não conseguisse parar de trabalhar!
Após uma avaliação intercalar do S3, havia quem não conseguisse parar de trabalhar!

Deixamos que as dúvidas surgissem ao ritmo normal de cada participante. O Glyphs é muito, muito intuitivo e as ferramentas de desenho são muito poderosas (no final quase todos lidavam de forma natural com o desenho, já sem grandes dúvidas). A meio da tarde parámos para fazer uma avaliação intercalar do trabalho, fizeram-se novos comentários gerais à evolução de cada um.

Character Set das "Rotowns" modificadas no Glyphs
Character Set das “Rotowns” modificadas no Glyphs

Posso dizer que fiquei muito contente com os resultados—o objetivo de completar uma fonte era um driving goal. Na prática quase terminámos um character set completo (maiúsculas, minúsculas e alguns numerais). E, pelo caminho houve um crash valente de um Glyphs do qual não foi possível recuperar a maior parte dos carateres… E isto, foi em apenas 7 horas. Por isso, imaginem o que uma pequena equipa, bem sincronizada, não conseguirá fazer numa semana de trabalho?

Merci beaucoup! À bientôt...
Merci beaucoup! À bientôt…

Foi um bom workshop. Foram participantes excelentes. foi um bom test drive à metodologia de desenvolvimento ágil de tipos de letra (Design Studio Method). Isto é, o primeiro objetivo— agilizar a etapa de ideação—foi cumprida. E, em grande parte, o segundo objetivo—acelerar e aumentar o trabalho desenvolvido através da colaboração da equipa em torno do mesmo desenho—também foi cumprido. Para a próxima vez, insisto mais na sincronização de toda a equipa.

Slides da apresentação de resultados no Scribd (https://www.scribd.com/doc/253756895/Amado-Priez-2014-Collaborative-Type-Workshop-5ET)
Slides da apresentação de resultados no Scribd (https://www.scribd.com/doc/253756895/Amado-Priez-2014-Collaborative-Type-Workshop-5ET)

À distância, na altura em que escrevo isto, vejo que faltou fazer duas coisas. A primeira foi uma fotografia de grupo. Foi estupidez, e, normalmente, sou um dos chatos que quer sempre fazer isto. Esqueci-me. A segunda foi fazer uma ronda final de autor reflexão e avaliação do processo e dos resultados, tal como proposto pela metodologia SCRUM.

Enfim, nunca é demais agradecer e elogiar todos os membros de organização que ajudaram a tornar este workshop possível e pela organização impecável em todos os aspetos—a todos os professores e alunos em apoio.

P.S.1: Esta entrada não termina sem elogiar novamente o gift bag. Primeiro, porque aqui o cegueta não reparou à primeira no pormenor de adaptação da marca do 5ET à versão monocromática—com uma trama completamente old school—muito bom! Confesso que só reparei nisto quando cheguei [exausto] a casa. E os brindes incluídos são de invejar (assim de repente, estimo um valor aproximado de 30€. Isto sem contar com o calendário extra que nos ofereceram!). Só o saco pagava a inscrição! ;)

P.S.2: repararam que durante o workshop [na imagem acima] tivemos direito a bolachinhas e sumo na Sala?! Foram fait divers como estes que fizeram do workshop (e da conferência) uma experiência espetacular!

Esta entrada faz parte de uma mini-série de entradas que resumem a minha experiência no 5º Encontro de Tipografia, a conferência internacional organizada pela Catarina Silva que teve lugar em Novembro de 2014, no IPCA em Barcelos. Não deixem de ler sobre o resumo, [este] workshop, o dia 1 e o dia 2 da conferência. Vemo-nos nas próximas entradas ;)

Resumo do workshop de Desenho Colaborativo no 5ET

Resumo do 5ET

Apresentação e plateia durante o keynote do Miguel Sousa na abertuda da conferência
Apresentação e plateia durante o keynote do Miguel Sousa na abertura da conferência

Nas próximas entradas, vou fazer um apanhado—em tom de resumo—sobre as atividades que acompanhei no 5º Encontro de Tipografia, a conferência internacional, que teve lugar do dia 26 a 29 de Novembro de 2014.

Julien Priez a inciar a sua apresentação no Workshop de desenho colaborativo
Julien Priez a inciar a sua apresentação no Workshop de desenho colaborativo

Começam, obviamente, pelo resumo e resultados do Workshop de desenho colaborativo com o Julien Priez da Fontyou. Foi um dia super-intenso, mas super-produtivo. Entretanto tenho ligo mais algumas coisas sobre metodologia Agile (nomeadamente SCRUM) e apercebi-me que faltou uma componente importante de auto-reflexão durante o processo. Mas tudo a seu tempo.

Miguel Sousa durante o keynote de abertura
Miguel Sousa durante o keynote de abertura

Segue-se uma entrada dedicada ao primeiro dia, onde resumo principalmente o keynote do Miguel Sousa e faço um apanhado geral do painel de discussão Ligatures. O painel foi divertido preparar, mas foi ainda mais divertido participar. Isto é, para além da discussão de aquecimento (10 min. antes), o painel foi extremamente participado pelo público presente, o que enriqueceu (e estendeu) imenso a discussão. Pudemos ouvir e discutir de “mano-para-mano” com o Gerry Leonidas, Yves Peters, Andreu Balius, Miguel Sousa, Luís Moreira, Ricardo Lafuente entre muitos outros participantes e conferencistas!

Gerry Leonidas durante o seu keynote
Gerry Leonidas durante o seu keynote

Por fim, a última entrada da série resume e o último dia. Começa por um breve resumo e da apresentação da ATypI por mim e pelo Vítor Quelhas. Segue-se um apanhado dos pontos altos do keynote do Gerry Leonidas—cujos slides estão disponíveis online no speakerdeck—e um breve resumo sobre o keynote do Dave Crossland. Sobre este último vou ser mais escasso, porque já tenho dedicado algumas entradas ao Dave e às suas conferencias e não me quero estar a repetir demasiado.

Gift bag da conferência
Gift bag da conferência

Esta entrada não termina, obviamente, sem antes mencionar (e elogiar!) o saco de brindes da conferência. Super recheado!

Só uma última nota em relação a estas entradas: estão organizadas de forma livre, e não seguem nenhuma ordem ou hierarquia específica. Apenas refletem o conjunto de notas que fui retirando durante e após a conferencia. Digo notas principalmente porque [na altura em que escrevo estas palavras] o encontro já vai longe e os meus registos foram escasso em pormenores dos participantes e comunicações—vou esperar pelas atas da conferência ;)

Esta entrada faz parte de uma mini-série de entradas que resumem a minha experiência no 5º Encontro de Tipografia, a conferência internacional organizada pela Catarina Silva que teve lugar em Novembro de 2014, no IPCA em Barcelos. Não deixem de ler [este] resumo, o workshop, o dia 1 e o dia 2 da conferência. Vemo-nos nas próximas entradas ;)

Resumo do 5ET

Dave Crossland @ Aveiro

Cartaz de divulgação @ DeCA

O Dave Crossland está em Portugal para ministrar um par de conferências e workshops nas Caldas da Rainha (ESAD.CR) e em Aveiro (DeCA). Vai passar no Departamento de Comunicação e Arte (DeCA) na próxima segunda-feira dia 9 de Janeiro para apresentar a conferência “Libre Fonts” às 11:30, e ministrar um workshop de desenho tipográfico “Type Sketching” às 14:30. Ambos irão decorrer na sala do Mestrado de Design (Catacumbas).

A assistência à conferência é livre a todos os interessados.

Workshop de Junho de 2010 @ Hacklaviva

A participação no workshop é livre e gratuita. Mas, como está limitada ao espaço disponível, os interessados devem inscrever-se, enviando-me um email, mencionando o nome, número mecanográfico e curso (alunos da UA). Ou com o nome, ocupação e filiação (se vierem de fora).

O workshop terá uma duração mínima de 2 horas e os participantes devem trazer consigo o seguinte material:
– papel de fotocópia (bastantes folhas);
– um par de lápis de grafite (B+) para esquissar;
– marcadores (pretos) finos para desenhar;
– marcadores de ponta larga (tipo edding) para preencher;

Não é obrigatório, mas pode ser útil trazer também:
– borracha;
– tesoura, ou x-ato;
– fita-cola de papel;
– duas esferográficas de cores diferentes (p. ex.: canetas bic verde e vermelha);
– aparos, pincéis espatulados, ou canetas caligráficas.

Mais informações sobre o Dave Crossland e sobre o workshop:
http://understandingfonts.com/
https://plus.google.com/107256173895795146408/about

Dave Crossland @ Aveiro

Jorge dos Reis @ Universidade de Aveiro

Cartaz de divulgação da conferência Jorge dos Reis @ IdentidaDesign

Enquanto está a ser preparado um post especial para sair amanhã (esta semana não há links do dia), fica aqui uma notícia muito rápida: Jorge dos Reis, o Designer, Artista, Tipógrafo e Professor vai estar presente na Universidade de Aveiro na próxima quinta-feira dia 17 de Novembro para uma conferência intitulada “Notação Tipográfica”.

Esta conferência está inserida no âmbito do Mestrado em Design do DeCA (imagem do cartaz de divulgação acima). Apareçam!

Jorge dos Reis @ Universidade de Aveiro

Exposição de Jorge dos Reis

Panorâmica geral do final da inauguração com o Jorge ao centro

No rescaldo pós-conferência de tipografia, quero aproveitar muito rapidamente para recomendar uma visita à exposição do Designer, Artista e Professor Jorge dos Reis.

Está patente no Museu da Cidade, bem no centro (turístico) de Aveiro. É pequenina, mas vale bem a pena para quem gosta destas coisas que se chamam letras. O catálogo é muito bom (comprei um para mim e recomendo).

Deixo aqui o PDF de divulgação (da inauguração), e uma cópia da notícia divulgada no portal da UA, para complementar e para auxiliar a divulgação:

Flyer de divulgação da inauguração da exposição

 

Jorge dos Reis traz duas exposições a Aveiro

«Peregrinação à terra dos tipos do norte, peregrinação à terra das grafias do sul» e «6 Alfabetos para Paul Klee» são as duas exposições que o autor Jorge dos Reis apresenta em Aveiro no âmbito do II Encontro Nacional de Tipografia organizado pelo Departamento de Comunicação e Arte (DeCA) da Universidade de Aveiro (UA).

A primeira exposição está patente na Galeria da Livraria da UA de 30 de setembro a 12 de outubro e traz aos olhares do público um conjunto de fotografias sobre tipografia urbana que o autor captou durante viagens ao Norte de África. A segunda mostra leva para o Museu da Cidade de Aveiro, de 1 a 10 de outubro, 156 desenhos a grafite sobre papel. Esta última é inaugurada dia 30 de Setembro às 19h30.

Do trabalho do artista, atualmente docente na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, autor de inúmeras exposições e publicações tendo por base um extenso trabalho na área do desenho tipográfico, o Prof. Francisco Providência, diretor do mestrado em Design do DeCA, salienta: «A tipografia do Jorge escreve sempre os mesmos imóveis carateres, onde o tipo supera o molde, para repor liberdade onde só havia escravidão».

Exposição de Jorge dos Reis

Vai tudo correr bem

John Maeda: Looking for Superman @ Vimeo

“It’s going to be ok… the world needs our wonderfull curse…” Não é bem uma citação, mas sim mais uma construção a partir do discurso de John Maeda na 99% Conference. Vale a pena parar e ver: http://vimeo.com/15673277

Vai tudo correr bem