Guia para rever artigos (para autores, revisores e editores)

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Scriptoria. Image retrieved from: historyofinformation

Nas últimas semanas, à parte de umas férias merecidas (!), tive que rever uma série de artigos e arguir algumas provas. O “problema” é que a minha experiência nesta área ainda é muito curta… Por isso, neste artigo, partilho o meu esforço em coligir um conjunto de linhas orientadoras para a revisão de artigos (académicos) úteis para revisores, mas também para autores (como eu!…). Decidi escrever em português e inglês, pois as linhas orientadoras originais foram redigidas (como o faço normalmente) em inglês.

On the last weeks, I’ve reviewed a bunch of academic papers and thesis. The “problem” is that my experience in this area is rather shallow. Hence, in this post, I decided to share my personal effort to compile  a framework for the revision of academic papers. This are useful not only for editors/reviewers, but also very useful for the authors (as myself!…). I believe this is the first post I write in the Designlab in English. This was due to the fact that (even though I am not a native speaker) I’ve written them in English. I won’t translate the whole deal… just this intro and the framework. I guess you can Google Translate the rest…

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Sinopses de 3 linhas perfeitas

"Fardos de palha" © Wernher Krutein, photovalet.com/64360
“Fardos de palha” © Wernher Krutein, photovalet.com/64360

Há umas semanas atrás, tive que recolher e organizar informações sobre trabalhos de alunos de anos passados (uma frase descritiva, umas palavras-chave e um vídeo/imagem). Não era uma tarefa complicada — bastou abrir um disco de backups antigo —, mas rapidamente se transformou numa tarefa demorada. Continue reading “Sinopses de 3 linhas perfeitas”

Links do dia: alteração de estados com CSS

Há muito tempo que não faço esta rubrica aqui, mas com as aulas a acabar, posso dar-me ao luxo de voltar a ler as mais de 50 abas que tenho abertas no Firefox e descobrir coisas absolutamente deliciosas.

Uma destas coisas é este truque conseguido apenas com um pouco de imaginação e CSS: http://jsfiddle.net/DMNSn/

Simon Madine consegue mudar o aspeto (propriedades de CSS) recorrendo apenas a hiperligações, um pouco de lógica de Box model, e ao atributo “:target”. A solução é assustadoramente simples e absolutamente deliciosa! Permite inúmeras aplicações em layouts interativos, exploratórios, jogos… Ah!… já disse que ele não usa Javascript?…

Via Creative Bloq: http://www.creativebloq.com/css3/tips-breathe-new-life-your-css-61411880

Webinar Adobe InDesign CC

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Imagem retirada do site da Adobe

Para quem quiser  investir no Design Editorial e na publicação digital, recomendo o próximo webinar gratuito da Adobe: https://www1.gotomeeting.com/register/145221617?et_mid=626755&rid=3807420

Na próxima terça-feira, 19:00

Boas práticas para a edição de Blogs

Pormenor da estratégia editorial de publicação (in Tidwell, 2009: 416)

Este texto resume um conjunto de boas práticas para a redação de Blogs. Surge em resposta ao desafio do Prof. Hélder Caixinha, no âmbito das aulas de  Projeto, e em resposta às necessidades de outras disciplinas como Multimédia Editorial, onde parte do trabalho dos alunos passa por criar um blog de documentação de desenvolvimento e de acompanhamento dos projetos.

Por uma questão de conveniência, este resumo está organizado nos seguintes temas:

Deve ser usado como um manual de linhas orientadoras para a redação e manutenção de um Blog. Não como um manual de regras obrigatórias.

Cada autor deve refletir sobre estes princípios e adapta-los da melhor forma ao seu Blog.

Uma vez que se trata de um resumo, os assuntos podem ser consultados de forma mais completa e ilustrada nas referências fornecidas. Conhecem outras , ou melhores referências? Deixem-me um comentário.

Conteúdo

Anatomia de um Blog (About.com)

O conteúdo refere-se às entradas cronológicas (“posts”), páginas de informação estática, ou pequenas secções (como as “sidebars” do Blog).

As entradas devem fornecer o contexto necessário de forma curta. Devem filtrar a informação desnecessária e oferecer hiperligações para informação adicional (fontes originais, textos longos, outras entradas, sites, ou blogs com informação adicional).

Devem procurar uma redação correta, sem erros, com princípio, meio e fim.

Agrupar a informação semelhante em pequenos segmentos, grupos, ou unidades, com uma ou duas ideias por cada.

As entradas, ou secções, devem possuir títulos significativos, uma breve descrição (se possível), data (de redação e de atualização), autor(es), e estar categorizadas com etiquetas e categorias significativas.

Se o texto for longo, podem escrever um resumo prévio, ou dividir em múltiplas entradas.

As entradas mais antigas devem ser atualizadas, editando-as, comentando-as, ou ligando-as às entradas mais recentes, ou a outras fontes de informação (internas, ou externas).

Estrutura

Exemplo de um Feedreader (NetNewsWire)

A estrutura refere-se ao tipo de informação, a sua marcação, as suas funções e o uso pretendido (interação) no Blog.

Devem usar estilos (HTML) “standard” para hierarquizar a o texto (H1, H2, Parágrafo, etc.). Bem como estruturas formais de texto tradicional (itálicos para destacar, listas de balas, numeradas, etc.).

A formatação visual (tamanho, cor, etc) deve ficar a cargo do tema/CSS do Blog, ou do Feedreader do utilizador final.

Deve-se fornecer uma opção de pesquisa dentro do próprio Blog.

As hiperligações para os conteúdos devem ser simples, evitando alterações, ou ligações quebradas. Tentar fornecer as hiperligações por extenso, sempre que possível.

Verificar como os conteúdos estão a ser indexados nos motores de busca e corrigir a meta-informação de acordo.

Ritmo e edição

Exemplo de painel de objetivos editoriais (WordPress.com)

Um autor de um blog é um como um editor tradicional. Deve possuir uma agenda de edição e uma estratégia de publicação.

Deve-se optar por um mínimo de um entrada semanal, e um máximo de uma entrada diária. Publicar de forma regular, agendando as entradas, ou criando uma agenda de entradas temáticas, se possível.

Evitar o “overshare”.

Agilizar o ritmo e interligação das entradas do Blog com outros meios de publicação e partilha social como o Twitter, ou o Facebook, como formas complementares de publicação e atualização de conteúdos mais curtos e imediatos. Ou de conteúdos de outra natureza, como os canais de Vídeo, ou Podcasts.

Design e ilustração

Seleção de temas visuais (WordPress.com)

O Blog deve ter um tema visual apelativo, relacionado com o conteúdo do Blog, sem perder de vista a funcionalidade (design funcional, ou minimalista).

Sempre que possível, devem ilustrar as entradas com imagens, vídeos, ou outro elemento multimédia, mantendo a dimensão (Kb) da página baixa.

Créditos e hiperligações

Exemplo de licenciamento disponível (Creative Commons)

Todos os materiais utilizados (textos, imagens, vídeos, etc) devem ser identificados com legendas, referências no texto e creditados corretamente.

O Blog deve conter a informação de “copyright” sobre o conteúdo próprio.

A privacidade dos autores deve ser protegida, mas ao mesmo tempo fornecer o máximo de informação sobre o Blog, sobre os autores, ou sobre o conteúdo, de forma a obter credibilidade (tipicamente, na página “About”).

Deve-se fornecer uma forma de contacto (direto) com o(s) autor(es).

Deve-se fornecer formas de ligação social (“feeds”, subscrições por email, etc.) de forma a que seja fácil os leitores tornarem-se “seguidores”.

Aproveitar a natureza de rede da Web para embutir conteúdo no Blog, ou estabelecer hiperligações nos conteúdos utilizados, abreviando as entradas e fornecendo informação em profundidade.

Estabelecer um Blogroll que vos ajuda a identificar e a serem identificados pelos vossos pares.

Feedback e estatísticas

Exemplo de estatísticas fornecidas pelo WordPress.com

Os Blogs possuem vários mecanismos de validação social visível e invisível para os leitores. Enquanto autores, estes mecanismos são fundamentais para entender e fomentar a leitura do Blog.

Mecanismos de validação e partilha social

Encorajar a dinamização e participação no Blog (de amigos, colegas, docentes, orientadores, etc.), através da disponibilização e manutenção dos comentários, formas de avaliação (votação, “ratings”, “likes”, etc.) e de mecanismos de partilha social online.

Dispor de uma medição estatística que permita recolher dados sobre os utilizadores, sobre o conteúdo consultado e sobre a navegação. Melhorar o Blog com esta informação.

Referências

Referências adicionais "obrigatórias"

BARBOSA, E.; GRANADO, A. – Weblogs: Diário de bordo. Porto: Porto Editora, 2004.  ISBN 972-0-45252-8.

BLOOD, R. – The Weblog Handbook: Pratical advice on creating and maintaining your blog. Cambridge: Perseus Books, 2002.  ISBN 0-7382-0756-X.

BORDEAU, J. – Blogging For Web Designers: Editorial Calendars and Style Guides [em linha]. Smashing Magazine. [Consult. 2012-02-08]. Disponível na Internet: <URL: http://www.smashingmagazine.com/2010/08/30/the-importance-of-consistency-using-editorial-calendars-and-style-guides>.

CRUMLISH, C.; MALONE, E. – Designing Social Interfaces: Principles, Patterns, and Practices for Improving the User Experience. Sebastopol: O’Reilly Media, 2009.  ISBN 978-0596154929. Disponível na Internet: <URL: http://www.designingsocialinterfaces.com>.

FRANCO, G. – Como escrever para a Web [em linha]. S. l.: Knights Center fo Journalism, s. d. [Consult. 2012-02-08]. Disponível na Internet: <URL: http://knightcenter.utexas.edu/ebook/how-write-web>.

TIDWELL, J. – Designing Interfaces: Patterns for Effective Interaction Design. Sebastopol: O’Reilly, 2010.  ISBN 978-1-449-37970-4. Disponível na Internet: <URL: http://designinginterfaces.com>.

Instalar o Fontforge em 3 passos…

Pormenor do post no Typeforge

Ultimamente tenho trabalhado com alguns colegas e alunos de Design para organizar conferências e desenvolver fontes digitais no espaço de aula. É verdade que tenho usado o Fontstruct, mas quem me conhece sabe que a minha outra obsessão é o Fontforge.

Há uns dias publiquei no Typeforge as instruções para instalar o Fontforge no Mac OSX em 3 passos! Não podia ser mais fácil… Ainda há desculpas?

Blender 2.55 Beta com LuxRender

Splash screen da nova versão

Graças ao post do Mags no Blender-PT, soube agora que já está disponível o novo Beta do Blender 2.5 aqui: http://download.blender.org/release/

Instalei para experimentar e já configurei o LuxRender. Vem mesmo a calhar, porque estava a dar em doido com os quirks na interface da minha versão, que espero já não existirem e, para além do mais, acho que tinha estragado o meu LuxBlend hoje de manhã… veio mesmo a calhar, esta nova versão!

Printscreen do site oficial

Aproveitei e fiz um pequeno tutorial no post do Mags a explicar como colocar o LuxRender a trabalhar com o Blender. Aqui vai uma réplica ligeiramente editada:

O LuxRender, é um motor de render (physical/unbiased) alternativo ao(s) renderer(s) do Blender para quando se precisa de imagens (muito) realistas. Qualquer coisa parecida a usar a opção de Ambient Occlusion em esteróides!Para este motor funcionar correctamente, é necessário preparar os ficheiros da cena para o render. Como que “traduzir”o comportamento das luzes, dos materiais, etc, para o LuxRender poder interpretar, uma vez que os algoritmos são diferentes.

Para isso existe uma framework de exportação + um  script (LuxBlend25) que automatizam a maior parte do trabalho. É apenas necessário mapear algumas definições no Blender. Ora então um guia rápido:
1. Descarregar o Renderer:
http://www.luxrender.net/v/download

2. Instalar o Renderer (basta correr o instalador);

3. Descarregar a framework de exportação necessária:
http://src.luxrender.net/exporterframework

A nova versão 2.5 do Blender já têm a framework incluída. Se for a vossa, ignorem o passo 3 e 4.

4. Colocar a framework no sítio indicado:

Once you have an unpacked copy on disk, you should copy the folder named “extensions_framework” into your <blender scripts>/modules/ folder. Alternatively, you can save the files at any location you like and add the path to the “Scripts” path in Blender’s preferences.

5. Descarregar o Script de exportação:
http://src.luxrender.net/luxblend25

6. Coloca-lo no sítio indicado:

Once you have an unpacked copy on disk, you should see a folder called “src”. Inside this folder, there is a folder called “luxrender”. Copy this “luxrender” folder into your <blender scripts>/addons/ folder.

As instruções para a instalação estão todas aqui:
http://www.luxrender.net/wiki/index.php?title=LuxBlend_2.5_installation_instructions

Depois basta apenas arrancar o Blender e configurar algumas opções:

7. Activar o renderer nas preferências do programa

8. Escolher o novo motor de render no viewport 3D

9. Configurar os materiais, luzes e câmaras

10. Configurar as opções de Render—não esquecer de indicar a localização da instalação do LuxRender e de activar a opção “Run Renderer”

11. Correr o Render e esperaaaaaaaaaaaar….