Neste período de quarentena, tenho aproveitado para tentar ver alguns documentários que estavam na lista para ver mais tarde. Um deles—que é absolutamente genial— foi o Graphic Means.
Num dos clips sobre o “boom” de novos desenhos de tipos com o aparecimento das letras de transfer a seco —AKA Letraset, Decadry ou Mecanorma—, Ken Garland refere que não percebe nem precisa de mais tipos de letra. Para ele chegariam apenas umas dez. E para utilizar, apenas umas cinco. Isto é uma opinião relativamente comum. Continue reading “Para quê mais tipos de letra?”
Nos últimos tempos tenho dedicado alguma energia à exploração (prática, teórica, etnográfica) sobre a prática de impressão com carateres móveis em Portugal — AKA Letterpress.
Isto é, desde 2012 que procuro adquirir material e aprender ativamente (nem acredito que já passaram mais de 7 anos!). Em 2015 começamos a levar a coisa mais a sério. Digo começámos, porque eu, a Catarina Silva e o Vítor Quelhas —os meus comparsas destas coisas da tipografia— enveredamos por um trabalho de investigação mais formal — que já foi apresentado, discutido e publicado—, e que esperamos alcançar um grande marco no final de 2020 com a publicação de um livro que compila este tema no contexto nacional e internacional.
Suncika P. K. conference on concrete [digital] poetry @ FBAUP, 2018Já não me lembro quando começou este meu fascínio pela Poesia Visual. Mas, tendo estudado Design Gráfico e desenvolvido uma paixão pela [composição baseada em] tipografia, parece-me um resultado perfeitamente natural. Mas, a verdade é que nunca dediquei muito estudo à sua história. Vou conhecendo as peças pelos facsímiles da Orpheu (ou outras obras como o manifesto Anti-Dantas), ou por um ou outro autor de poesia concreta que me passa pelas mãos.
Em 2018, tivemos uma visita de uma artista digital sérvia — Suncika P. K. — e aproveitamos para explorar a proposta em conjunto. Suncika ampliou as referências fornecidas, passando por artistas menos convencionais que exploramos os meios eletrónicos e digitais, e promoveu uma criação mais autoral. Os trabalhos dos desenvolvidos pelos estudantes foram absolutamente fora de série.
Por isso, este ano, mantive o modelo do projeto. Vai ser a primeira experiência de manipulação interativa do DOM com JS. Ontem fechámos o ciclo de introdução aos conceitos / programação que já tínhamos explorado em LSI, adicionando alguns métodos de acesso e manipulação dos elementos na página. As próximas semanas são dedicadas à criação, composição, manipulação de um Poema Visual [Interativo] com Variable Fonts. E, para isso, decidi dedicar algum tempo a compilar uma lista de autores e referências visuais. À semelhança de LSI, não estou à espera de fazer uma lista “definitiva”, mas assumir este artigo como uma entrada de atualização constante. Para já, ficou com uma lista mais sólida nos “clássicos” estáticos. Alguns autores digitais iniciais — o problema é o acesso à páginas antigas, muitas com Flash ou Java applets! —, e alguns que manipulam outras tecnologias que não são necessariamente HTML+CSS+JS. Sem mais demoras…
Cronograma genérico das atividades a desenvolver durante ano letivo dedicado à dissertação de mestrado
Com o ano letivo a terminar (parece que nunca mais se espremem os “finalmentes”), alguns alunos apresentam os projetos que terminaram (a tempo, ufa!). E outros começam a preparar os que vão desenvolver no próximo ano.
O que nem sempre fica claro nestass conversas iniciais que já estão a decorrer é a urgência, o tempo curtíssimo que têm para fazer tudo o que precisam.
Quer dizer, é excelente eles já nos procurarem para afinar os projetos neste final de ano. Mas, à distância, o prazo de término em maio (sim, porque a entrega é no início de junho e ainda é preciso rever e corrigir que demora sempre 15 a 25 dias!) parece sempre que dá tempo suficiente. Mas não!
Com o ano letivo a terminar, começam também as apresentações finais de mestrado. Tal como tenho vindo a fazer, este post é o penúltimo guia ou modelo de estrutura que costumo partilhar com os alunos que têm um trabalho de investigação para terminar e apresentar!
Estes últimos dias têm sido preenchidos por finalizações de mestrados, rascunhos e submissões de propostas para artigos, comunicações e capítulos, muitos tutoriais e um workshop espetacular de Type Design com Glyphs. Acabaram as aulas, mas até agosto ainda falta um mês inteiro para trabalhar e estudar — coisa que Às vezes os estudantes parecem esquecer… ;)
É neste âmbito que aproveito para divulgar o workshop que tenho estado a preparar com o Fábio Duarte Martins.
Ainda na senda do acompanhamento e finalização dos trabalhos de mestrado, aqui fica uma estrutura (para um futuro modelo que está a ser construído e atualizado neste próprio post) de um documento de dissertação, relatório ou tese académica. É uma estrutura compilada a partir de várias fontes (como os dois principais livros de metodologia que recomendo, da orientação do meu doutoramento pela Prof. Ana Veloso, e dos modelos existentes, p. ex. o modelo de dissertação do Multimédia da FEUP do Prof. Rui Rodrigues) e pretende ser um guia para usar e adaptar conforme a profundidade e aplicabilidade aos diferentes trabalhos. Continue reading “Estrutura de uma dissertação, relatório de mestrado ou tese de doutoramento”