Avaliar um mestrado ou doutoramento

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Boston Public Library © Sanwal Deen

Já aqui partilhei, há uns tempos, o meu modelo de avaliação de artigos. Desta vez, fica aqui o meu modelo de avaliação de dissertações de mestrado (até hoje). E que espero que venha a evoluir e ser utilizado em breve como a base para o modelo de avaliação de doutoramentos.

Este documento foi desenvolvido para reflexão e orientação pessoal na avaliação de trabalhos, mas partilho-o aqui, hoje, especialmente porque me parece útil que um aluno de mestrado o veja e o use como uma checklist final da própria escrita.

Sem mais demoras, aqui fica o modelo do documento de arguições:

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Como desenvolver um enquadramento teórico

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The “big context” © Nasa

Nas últimas semanas não tenho tido grande descanso. Entre aulas, trabalhos, apresentações e reuniões, as revisões de documentos acumularam-se.

Alguns, trataram-se (e ainda se tratam—sempre atrasado!) de projetos de dissertação de alunos que estou a acompanhar no Mestrado de Comunicação Multimédia—nesta fase, estão a redigir os índices e enquadramento teórico para apresentar em Janeiro.

Outros de dissertações que me convidaram para arguir. Tanto de projetos práticos, como de estágios e dissertações/investigação em ambiente empresarial aqui no DeCA, na FEUP e na FBAUP. Parece que estes projetos práticos são cada vez mais comuns. E que a investigação e escrita de dissertações é cada vez menos popular—mas ainda assim tive o prazer de arguir um conjunto de provas espetaculares, que também me ensinaram muito! ;)

Por isso, tenho dedicado muito tempo à análise (e reflexão) sobre no que consiste uma boa estrutura de um documento desta natureza. Sobretudo o enquadramento teórico. Tanto em âmbito de investigação “clássica” como no âmbito de o desenvolvimento de um projeto (em estágio, ou contexto empresarial).

Fica aqui um esboço de um modelo de referência para a estrutura de um enquadramento teórico que considero potencialmente completo.

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Toshi Omagari @ ESAD

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Toshi Omagari at ATypI 2015 in São Paulo. Photo by Luke Garcia & Andre Hawk (retrieved from the amazing Luc Devroye website)

 

Só um post muito rápido para anunciar a conferência do Toshi Omagari na ESAD, na próxima segunda-feira dia 21 às 14:00: http://esad.pt/pt/news/toshi-omagari

Convidado da professora e Type Designer Joana Correia, o Toshi irá abordar o que é ser um Type Designer atualmente.

Toshi Omagari was born in Fukuoka, Japan and graduated from Visual Communication Design at the Musashino Art University in Tokyo and MA Typeface Design at the University of Reading in UK in 2011.

From October 2011 to the end of that year, worked at the Monotype UK office as an intern typeface designer. Currently is based in London, working as a junior typeface designer at Monotype Imaging UK.

He spoke at the ATypI 2011 at Reykjavík about Mongolian script, and at TypoLondon 2011 about his internship experience [and at many other subsequent conferences…] . His typefaces include Tangerine from Google Fonts (one of the fourteen typefaces that were available at Google Fonts’ launch), and Marco, designed during the MA Typeface design course.

Espero que ele também aborde o processo de desenvolvimento da Noto. Depois de ver o último vídeo da Monotype, ficamos a querer mais e mais!

Creating Noto for Google from Monotype on Vimeo.

E vejam mais sobre este fascinante processo (e alguns dos sketches do Toshi aqui: https://www.creativereview.co.uk/google-noto-typeface-world/). E no site da AIGA: http://www.aiga.org/monotype-font-marathon

E não é só isto que o Toshi faz. Quer dizer, ele desenha letras. Mas, como se não bastasse trabalhar para a maior empresa global de Type Design, aparecer nas melhores conferências, nas melhores revistas, nos melhores sites e ser notícia da AIGA, dentro deste universo, ele faz coisas muito loucas. Alguém se lembra do #Font Marathon que eles fizeram no ano passado? Pois ele fez uma fonte que, até hoje, não tenho a certeza como trabalha: https://storify.com/Monotype/fontmarathon. Mas que é espetacular, disso tenho a certeza!

Ainda por cima, é uma pessoa e designer muito, mas mesmo muito simpático! (Este ano tive oportunidade de o conhecer pessoalmente em Varsóvia).

Acho que podia passar o resto da noite a ler e a ver o trabalho dele. Mas… Bom… O melhor é mesmo ir à conferência. Já tenho ido a algumas das conferências promovidas pela Joana na ESAD (e tenho perdido outras tantas…) Mas a esta tenho mesmo que ir. Por isso, se aparecerem, vemo-nos por lá, para aplaudir o Toshi e agradecer à Joana a organização!

Guia para rever artigos (para autores, revisores e editores)

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Scriptoria. Image retrieved from: historyofinformation

Nas últimas semanas, à parte de umas férias merecidas (!), tive que rever uma série de artigos e arguir algumas provas. O “problema” é que a minha experiência nesta área ainda é muito curta… Por isso, neste artigo, partilho o meu esforço em coligir um conjunto de linhas orientadoras para a revisão de artigos (académicos) úteis para revisores, mas também para autores (como eu!…). Decidi escrever em português e inglês, pois as linhas orientadoras originais foram redigidas (como o faço normalmente) em inglês.

On the last weeks, I’ve reviewed a bunch of academic papers and thesis. The “problem” is that my experience in this area is rather shallow. Hence, in this post, I decided to share my personal effort to compile  a framework for the revision of academic papers. This are useful not only for editors/reviewers, but also very useful for the authors (as myself!…). I believe this is the first post I write in the Designlab in English. This was due to the fact that (even though I am not a native speaker) I’ve written them in English. I won’t translate the whole deal… just this intro and the framework. I guess you can Google Translate the rest…

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Mestrado em Comunicação Multimédia (UA)

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Estudo de protótipo de ferramenta de desenho digital (pormenor do meu doutoramento)

Acrescentei há alguns anos a formação em investigação e desenvolvimento de autoria Multimédia às minhas competências de base em Design de Comunicação. Um pouco como Siang refere neste artigo, através do Mestrado em Arte Multimédia que tirei na FBAUP.

Hoje, a escolha é difícil, mas (para resumir este artigo a uma frase) recomendo vivamente o (nosso) Mestrado em Comunicação Multimédia (MCMM) do Departamento de Comunicação e Arte.

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MOOC: conferência com Miguel Gea

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Pormenor do cartaz de divulgação

 

Na próxima 4ªfeira, dia 27 de maio, às 16:30, no anfiteatro 23.1.6., o Prof Miguel Gea, da Universidad de Granada, vai estar na UA a dar uma palestra: “MOOC: da teoria à prática”.

Os MOOC são uma tendência (educativa/social) que tenho mantido debaixo de olhos nos últimos 3, ou 4 anos. Especialmente por causa das estratégias de participação que são implementadas para os promover e monitorizar as atividades, participação e conclusão / sucesso de atividades. Têm sido alvo de um crescimento nos últimos anos (em visibilidade, em adesão), mas que não tenho visto grande sucesso na adoção por parte de instituições de ensino tradicionais.

Os primeiros MOOC que subscrevi foram os do MIT [Open Course Ware]. Os mais recentes, os do Skillshare. escusado será dizer, que, a minha taxa de envolvimento tem sido muito abaixo do esperado. Até porque, pelo meio, sigo podcasts, tutoriais, newsletters e cursos do iTunes U que andam à volta da aprendizagem de disciplinas do Interaction Design à Tipografia.  E tudo o que ouço sobre as práticas implementadas levam a crer que esta é uma área de ação (difícil, mas) que pode ser uma peça fulcral no futuro da educação.

Por isso, se estiverem por perto, apareçam na próxima quarta-feira na UA. Estou expectante para ver as práticas, conselhos e estratégias para implementar, organizar e sustentar a participação de MOOCs bem sucedidos.

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Museus 2.0, outra vez

https://www.scribd.com/doc/262170473/Museus-2-0-Estrategias-de-Colaboracao-em-Instituicoes-Artisticas-e-Culturais
Museus 2.0: Estratégias de Colaboração em Instituições Artísticas e Culturais

Ainda sobre este tópico — Museus 2.0 — hoje tive a oportunidade de participar numa aula aberta do Mestrado em Design, aqui na Universidade de Aveiro. Fui convidado para participar numa discussão sobre legibilidade [já prometi escrever mais sobre este tópico] a propósito do projeto / dissertação da Alexandra Guedes (sob orientação da Prof.ª Joana Quental).

Acabei por ficar para as restantes apresentações. Uma delas, a última, foi sobre a dinamização de uma experiência museológica / rede de museus. Isto fez-me lembrar várias coisas que nunca partilhei aqui no blogue e que acho que é a altura ideal:

  1. Escrevi um ensaio que nunca publiquei sobre isto, no ano curricular do doutoramento, na disciplina de Novos Paradigmas do Prof. Fernando Ramos. Deixo a apresentação (acima) e o rascunho do artigo no Scribd (mais tarde no Academia também);
  2. Lembrei-me que isto é, de forma tangencial, o tema do doutoramento do Daniel BrandãoMuseu do Resgate —, que vai dar cartas na próxima TEDx Porto!
  3. O aluno em causa também quer desenvolver uma aplicação móvel para dinamizar a experiência museológica. Isto é basicamente o doutoramento do (meu amigo e colega aqui no departamento) Prof. Pedro Beça.

Foi uma manhã muito interessante. Deixo aqui o meu agradecimento público ao Prof. Nuno Dias e à aluna Alexandra Guedes que me fez o convite.